Associação Comercial e Industrial de Limeira
04 a 10 de setembro de 2008

Vitrine

Queda na inflação
Uma velha conhecida andou assustando os brasileiros no primeiro semestre deste ano. Impulsionada pela alta dos alimentos, a inflação registrou suas maiores taxas em cinco anos e levou produtos como arroz e feijão a acumularem altas superiores a 30% desde janeiro. Então, em julho, o dragão começou a amansar. As taxas de inflação, que vinham numa escalada, passaram a apontar para baixo.

Aluguel baixou
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M, a “inflação do aluguel”), que havia chegado a 1,98% em junho (maior taxa desde fevereiro de 2003), caiu no mês seguinte. Em agosto, despencou: mostrou deflação pela primeira vez em mais de dois anos, com variação negativa de 0,32%.

A culpa
A recente escalada de preços veio apoiada no crescimento acelerado dos países emergentes, que levaram os preços internacionais de itens como o petróleo, produtos agrícolas e metais a altas históricas. Seu recuo, agora, está assentado nos mesmos itens. Mas, dizem os especialistas, desta vez os responsáveis são os países desenvolvidos, com os Estados Unidos na liderança.

Taxas baixas
Os principais itens que puxam agora as taxas de inflação para baixo são justamente aqueles que subiram muito no começo do ano, como soja, petróleo e milho. Esses preços tiveram um pico em junho e descomprimiram rapidamente em julho e agosto, devolvendo uma elevação que vinha sendo verificada desde o ano passado.

Tendência
A notícia é boa, mas deve ser vista com cautela. A desaceleração dos preços dos alimentos era prevista pelos analistas, mas surpreendeu por ter vindo “concentrada” – o que também significa que pode ter acabado. Economistas analisam que a expectativa é de que os preços dos alimentos não voltem ao mesmo patamar (de preços baixos) do ano passado, mas que fiquem menos elevados do que no primeiro semestre deste ano.

Outros serviços
Economistas ainda alertam, que a alta dos produtos alimentícios no primeiro semestre deve ter reflexos sobre outros preços nos próximos meses. A expectativa é de que os serviços como água, gás e energia elétrica, cujos preços são indexados pela inflação passada, tenham reajustes altos, o que acaba contribuindo para uma nova elevação da taxa de inflação.

2009
Para o próximo ano, as perspectivas são mais positivas. O IPCA (a inflação oficial) deve fechar o ano em torno de 6,5%, dentro do intervalo. E para o ano que vem a tendência é de recuo. Vai chegar por volta de 5%.