Associação Comercial e Industrial de Limeira

21 a 27 de agosto de 2008

Economia

Escolha muito bem seu próximo imóvel

Construir e ampliar a própria residência ou comprar um imóvel novo? Há ainda a opção de adquirir algo antigo por um preço mais baixo e usar a sobra de dinheiro para reformá-lo. Neste momento de mercado imobiliário superaquecido é preciso avaliar cuidadosamente todas as possibilidades para fazer o melhor negócio, dizem os especialistas. Segundo eles, é fundamental definir prioridades e avaliar os riscos antes de optar pela moradia própria ou investimento. E é sempre bom ficar atento a algumas dicas básicas.
Imóveis usados, mais simples e de valor menor são os melhores para investir, pois são mais fáceis para alugar ou vender. Se a opção for pelo lucro mais alto em um prazo relativamente curto, a preferência deve ser pelo imóvel na planta. Os de baixo padrão valorizam entre 20% e 30% na revenda. No alto padrão, o lucro chega a até 70%, mas as dificuldades de revenda são sempre maiores.
Já para morar, muitas vezes o sonho de consumo vai em direção oposta ao melhor negócio do ponto de vista puramente financeiro. Isso porque o preço de um imóvel “zero quilômetro” pode superar em mais de 100% o valor de um similar com alguns anos de uso.

Tendência
O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo - 2ª Região (Creci-SP), José Augusto Viana Neto, critica a “superexposição dos imóveis novos”, que acabam, pela publicidade excessiva, chamando muita atenção dos consumidores. “Se você levar em conta os prós e contras, vai observar que é muito mais vantagem, pelo preço, o imóvel usado”, afirma.
As estatísticas comprovam que o mercado de novos está com mais vigor atualmente. Pelos números do Creci-SP, as vendas de usados estão em queda desde fevereiro deste ano. Em junho, último registro da entidade, a variação foi negativa em 8,63% em relação ao mês anterior. Já os imóveis novos tiveram alta de 56% nas vendas de maio ante abril, também o último dado disponível.

Leilões
Longe da discussão sobre os anos de uso do imóvel, uma outra forma de aquisição ainda deve ser considerada. Os leilões podem ajudar quem não dispõe de muito dinheiro para pagamento total à vista, mas tem volume para uma entrada substancial. Em geral, os imóveis custam entre 20% e 25% menos que os outros. Na compra, porém, já vêm declaradas as dificuldades judiciais que envolvem o bem. Por isso, nesse tipo de negócio, a atenção deve ser redobrada.
Às vezes, observam os especialistas, o gasto com advogados para regularizar a aquisição pode não compensar o menor preço. “A escolha deve ser feita sempre pensando no que o seu poder de compra pode avançar ou qual é a sua capacidade de reação a adversidades”, diz o presidente do Creci-SP.