Construir e ampliar a própria residência
ou comprar um imóvel novo? Há ainda a opção
de adquirir algo antigo por um preço mais baixo e usar a
sobra de dinheiro para reformá-lo. Neste momento de mercado
imobiliário superaquecido é preciso avaliar cuidadosamente
todas as possibilidades para fazer o melhor negócio, dizem
os especialistas. Segundo eles, é fundamental definir prioridades
e avaliar os riscos antes de optar pela moradia própria ou
investimento. E é sempre bom ficar atento a algumas dicas
básicas.
Imóveis usados, mais simples e de valor menor são
os melhores para investir, pois são mais fáceis para
alugar ou vender. Se a opção for pelo lucro mais alto
em um prazo relativamente curto, a preferência deve ser pelo
imóvel na planta. Os de baixo padrão valorizam entre
20% e 30% na revenda. No alto padrão, o lucro chega a até
70%, mas as dificuldades de revenda são sempre maiores.
Já para morar, muitas vezes o sonho de consumo vai em direção
oposta ao melhor negócio do ponto de vista puramente financeiro.
Isso porque o preço de um imóvel “zero quilômetro”
pode superar em mais de 100% o valor de um similar com alguns anos
de uso.
Tendência
O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis
de São Paulo - 2ª Região (Creci-SP), José
Augusto Viana Neto, critica a “superexposição
dos imóveis novos”, que acabam, pela publicidade
excessiva, chamando muita atenção dos consumidores.
“Se você levar em conta os prós e contras,
vai observar que é muito mais vantagem, pelo preço,
o imóvel usado”, afirma.
As estatísticas comprovam que o mercado de novos está
com mais vigor atualmente. Pelos números do Creci-SP, as
vendas de usados estão em queda desde fevereiro deste ano.
Em junho, último registro da entidade, a variação
foi negativa em 8,63% em relação ao mês anterior.
Já os imóveis novos tiveram alta de 56% nas vendas
de maio ante abril, também o último dado disponível.
Leilões
Longe da discussão sobre os anos de uso do imóvel,
uma outra forma de aquisição ainda deve ser considerada.
Os leilões podem ajudar quem não dispõe de
muito dinheiro para pagamento total à vista, mas tem volume
para uma entrada substancial. Em geral, os imóveis custam
entre 20% e 25% menos que os outros. Na compra, porém,
já vêm declaradas as dificuldades judiciais que envolvem
o bem. Por isso, nesse tipo de negócio, a atenção
deve ser redobrada.
Às vezes, observam os especialistas, o gasto com advogados
para regularizar a aquisição pode não compensar
o menor preço. “A escolha deve ser feita sempre pensando
no que o seu poder de compra pode avançar ou qual é
a sua capacidade de reação a adversidades”,
diz o presidente do Creci-SP.