O atendimento nos caixas eletrônicos
nem sempre agrada a todos, algumas pessoas não confiam no
sistema. Mas eles são a alternativa para fazer todos os procedimentos
dos bancos sem pegar filas e com muito mais agilidade. No próprio
site da Federação Brasileira de Bancos (Febraban)
há a sugestão de que eles são mais rápidos
do que os convencionais. É possível realizar, além
de saques e extratos, pagamentos, transferências e depósitos.
Os caixas eletrônicos, tanto os internos das agências
quanto os externos, são ligados diretamente ao sistema central
dos bancos. Por isso, as transações são registradas
na hora na conta do cliente e a maioria delas não apresenta
diferença do que é feito pelo caixa físico.
Muitos dos que ficam fora das agências (em empresas, por exemplo),
porém, não oferecem a opção de fazer
depósitos. Pagamentos de contas também podem ser restritos.
“O motivo é justamente a segurança. Se o pagamento
for efetuado com débito em conta, não há problema.
Se não, não poderá ser realizado. Isso porque
são empresas terceirizadas que abastecem os caixas com dinheiro
e cada instituição desenvolve uma rotina de horários
diferente”, diz o assessor técnico da Febraban, Walter
Tadeu Pinto de Faria.
Nos caixas eletrônicos que permitem depósitos, o procedimento
é igual ao do caixa físico: dependendo do valor do
cheque, ele será liberado na conta de quem o depositou em
um ou dois dias úteis. O dinheiro sai da conta do emitente
no dia seguinte, após “passar a noite” na compensação.
Nos pagamentos de contas de consumo e impostos, o dinheiro sai imediatamente
da conta do pagador e vai para a da empresa no prazo acordado entre
o banco e a companhia. Normalmente, um dia. “Há pagamentos
com cheque e com dinheiro. Para igualar o repasse, já que
o cheque tem que ir para a compensação, o banco leva
um dia para depositar a quantia na conta da empresa”, diz
Faria.
Se houver alguma divergência entre as informações
registradas no envelope, pelo cliente, e o que estiver contido nele
(quantia, cheques preenchidos com algum problema), o banco faz um
estorno e entra em contato com a pessoa que realizou a operação,
já que é preciso deixar o número do telefone
no envelope. “Um funcionário analisa todos os documentos,
um a um.”
E, no caso de dúvidas, vale sempre procurar um funcionário
do banco. “Há sempre atendentes identificados perto
desses caixas. Recorra a eles e não peça ajuda a estranhos”,
ensina Faria.
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