Atividade industrial
Após uma acomodação no mês de maio,
a atividade industrial voltou a mostrar expansão em
junho. Segundo dados dos indicadores industriais da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), nas vendas reais que medem
o faturamento.
Aumento foi de 2%
O setor cresceu 2% em junho já descontados os efeitos
sazonais, na comparação com maio. Em relação
a junho de 2007, a expansão foi de 10,5%. No primeiro
semestre, o faturamento real da indústria aumentou
8,4% ante o primeiro semestre de 2007.
Horas trabalhadas
As horas trabalhadas, indicador mais diretamente associado
à produção, aumentaram 1,5% ante maio
pelos dados dessazonalizados. É a maior taxa de crescimento
na comparação com mês anterior desde
setembro de 2003. Na comparação com junho
de 2007, as horas trabalhadas aumentaram 6,6% e acumulam
no primeiro semestre expansão de 5,9%.
Nuci lá em cima
O Nível de Utilização da Capacidade
Instalada (Nuci), também em termos dessazonalizados,
subiu de 82,5% em maio, para 83,3% em junho. Em junho de
2007, o Nuci era de 82,2%. O número de postos de
trabalho na indústria subiu 0,5% em junho ante maio
na série dessazonalizada e 4% na comparação
com junho de 2007. No acumulado do primeiro semestre, o
emprego cresceu 4,4%.
Salário também subiu
Já a massa real de salários na indústria
registrou alta de 5,2% em junho na comparação
com igual mês de 2007 e acumula uma alta de 5,6% no
primeiro semestre. A divulgação é extinta
em termos dessazonalizados na comparação com
mês anterior, mas a massa salarial sem tirar efeitos
sazonais, teve queda de 0,3% em relação a
maio.
Na calmaria
A retração se deve ao fato de que os salários
recebidos pelos trabalhadores em junho refletem o pagamento
das horas trabalhadas em maio, quando houve acomodação
da atividade industrial. Também reflete o aumento
da inflação, que reduz o poder de compra dos
salários.