| A primeira associação
comercial brasileira foi fundada em Salvador (BA), em 15 de julho
de 1811. A capital do Brasil, já havia sido transferida
para o Rio de Janeiro 48 anos antes e naquele ano de 1811, o governador
da capitania, D. Marcos de Noronha e Barros, recebeu da Corte
portuguesa a autorização para construir a sede da
Praça do Comércio. Inaugurada em 1817, a sede, impressionante
por sua beleza, foi erguida em terreno doado pela Corte, mas a
construção foi custeada inteiramente por comerciantes
baianos.
A primeira associação comercial não tinha
como objetivo apenas atender aos interesses dos comerciantes,
mas também fortalecer a cidade trazendo benefícios
para toda a população.
Salvador possuía o maior porto do hemisfério sul,
portanto D. João VI queria fortalecer a economia da colônia
que havia sido transformada em sede do governo português
e os comerciantes por sua vez, há muito desejavam um lugar
mais digno para se reunir e realizar seus negócios.
Aquela entidade já tinha a vocação, demonstrada
até hoje pelas mais variadas associações
comerciais do país, de prestar atenção às
necessidades da população. Foi a Associação
Comercial da Bahia, por exemplo, que, em 1849, importou da Inglaterra
a primeira bomba de combate ao fogo de Salvador e a doou à
Sociedade de Voluntários Contra Incêndios.
D. João VI via nas associações comerciais
importantes aliados para o fortalecimento econômico do país.
Em 1819, surgiu a Praça do Comércio do Pará,
que mais tarde seria Associação Comercial do Pará.
Já em 1820 foi criada a Praça do Comércio
no Rio de Janeiro, que 47 anos depois passaria a ter a designação
de Associação Comercial do Rio de Janeiro.
Desde essa época, outras associações de comerciantes
e empresários foram sendo construídas em diferentes
estados brasileiros. Sempre com o objetivo de fortalecer e apoiar
todos que viviam em torno do comércio e de trabalhar em
defesa da liberdade e da cidadania.
A importância política e social das associações
comerciais é indiscutível no decorrer da história
da Nação. Devido à sua natureza independente
(são financiadas única e exclusivamente pelos associados,
sem nenhum tipo de contribuição compulsória
ou vínculo formal com o governo) possuem autonomia para
reivindicar tomadas de atitude por parte dos poderes públicos
local e nacional. Não por acaso, ao longo da história,
e até hoje, muitas das conquistas da sociedade, sejam econômicas,
políticas ou sociais, partiram de movimentos surgidos nas
associações comerciais.
Limeira perdeu uma de suas reservas morais.
Faleceu Breno Roland!
Reinaldo Bastelli
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