Associação Comercial e Industrial de Limeira
24 a 30 de julho de 2008
 

Palavra do Presidente

A primeira associação comercial brasileira foi fundada em Salvador (BA), em 15 de julho de 1811. A capital do Brasil, já havia sido transferida para o Rio de Janeiro 48 anos antes e naquele ano de 1811, o governador da capitania, D. Marcos de Noronha e Barros, recebeu da Corte portuguesa a autorização para construir a sede da Praça do Comércio. Inaugurada em 1817, a sede, impressionante por sua beleza, foi erguida em terreno doado pela Corte, mas a construção foi custeada inteiramente por comerciantes baianos.
A primeira associação comercial não tinha como objetivo apenas atender aos interesses dos comerciantes, mas também fortalecer a cidade trazendo benefícios para toda a população.
Salvador possuía o maior porto do hemisfério sul, portanto D. João VI queria fortalecer a economia da colônia que havia sido transformada em sede do governo português e os comerciantes por sua vez, há muito desejavam um lugar mais digno para se reunir e realizar seus negócios.
Aquela entidade já tinha a vocação, demonstrada até hoje pelas mais variadas associações comerciais do país, de prestar atenção às necessidades da população. Foi a Associação Comercial da Bahia, por exemplo, que, em 1849, importou da Inglaterra a primeira bomba de combate ao fogo de Salvador e a doou à Sociedade de Voluntários Contra Incêndios.
D. João VI via nas associações comerciais importantes aliados para o fortalecimento econômico do país.
Em 1819, surgiu a Praça do Comércio do Pará, que mais tarde seria Associação Comercial do Pará. Já em 1820 foi criada a Praça do Comércio no Rio de Janeiro, que 47 anos depois passaria a ter a designação de Associação Comercial do Rio de Janeiro.
Desde essa época, outras associações de comerciantes e empresários foram sendo construídas em diferentes estados brasileiros. Sempre com o objetivo de fortalecer e apoiar todos que viviam em torno do comércio e de trabalhar em defesa da liberdade e da cidadania.
A importância política e social das associações comerciais é indiscutível no decorrer da história da Nação. Devido à sua natureza independente (são financiadas única e exclusivamente pelos associados, sem nenhum tipo de contribuição compulsória ou vínculo formal com o governo) possuem autonomia para reivindicar tomadas de atitude por parte dos poderes públicos local e nacional. Não por acaso, ao longo da história, e até hoje, muitas das conquistas da sociedade, sejam econômicas, políticas ou sociais, partiram de movimentos surgidos nas associações comerciais.

Limeira perdeu uma de suas reservas morais.
Faleceu Breno Roland!

Reinaldo Bastelli