Associação Comercial e Industrial de Limeira

10 a 16 de julho de 2008

Economia em Notas

Petróleo vai continuar caro
O presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e ministro de Energia da Argélia, Chakib Khelil, disse durante essa semana que a escalada dos preços do petróleo não deve retroceder. Ele afirmou que a forte demanda do mercado, especialmente na China e na Índia, é uma razão para que os preços fiquem elevados.
Khelil comenta, na Argélia, que a alta “não tem nada a ver com os fornecedores”. Ele culpa o dólar fraco, moeda em que o petróleo é vendido, pelo aumento das cotações.

Passagens aéreas com preços reajustados
A inflação nos preços das passagens aéreas no varejo alcançou, em junho, 61,24% no índice acumulado em 12 meses. É o maior patamar em 11 anos, apurou a Fundação Getúlio Vargas, em levantamento feito a pedido do jornal O Estado de S. Paulo. A pesquisa tomou por base dados do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) do mês passado, de 13,44% na mesma base de comparação. TAM, Gol e Varig admitem que os preços podem subir mais, se o preço do barril de petróleo não ceder.
Para o economista responsável pelo levantamento, André Braz, as companhias aproveitaram o bom momento de demanda interna para reajustar e recuperar a margem de lucro perdida com a crise no setor. “Temos o fator sazonal, já que os aumentos são realizados nesta época do ano, com a demanda interna intensa”, afirmou Braz. A alta das passagens em 12 meses até dezembro de 2007 era de apenas 4%.

Inflação para baixa renda sobe para 9,11
A disparada dos preços dos alimentos voltou a puxar a alta dos preços para a população de baixa renda em junho. O Índice de Preços ao Consumidor, classe 1 (IPC-C1), que mede a inflação para as famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos, registrou variação de 1,29% no mês. A taxa é pouco menor que a registrada no mês anterior, quando ficou em 1,38%. Nos seis primeiros meses do ano, o índice acumula alta de 5,97% e, nos últimos 12 meses, a elevação é de 9,11%. Em todas as comparações, o IPC-C1 supera as taxas para o conjunto da população, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC-BR). No mês passado, o IPC-BR ficou em 0,77%. Já o acumulado no ano ficou em 3,84% e em 12 meses, 5,96%. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), as taxas maiores são resultado da alta dos preços dos alimentos, que têm maior peso sobre o IPC-C1 do que sobre o IPC-BR. Na passagem de maio para junho, os alimentos tiveram alta de 18,88%, elevando para 79% o impacto do grupo sobre o resultado geral do IPC-C1. Em 12 meses, tiveram destaque as altas registradas pelo arroz branco (45,78%), feijão carioquinha (137,51%), batata inglesa (19,39%) e carnes bovinas (44,13%). Também contribuíram para o acréscimo da taxa os grupos da habitação (de 2,05% para 2,32%), saúde e cuidados pessoais (de 3,54% para 4,04%) e vestuário (de 4,84% para 5,43%). Transportes repetiu em junho, a taxa acumulada em 12 meses até maio, que foi de 2,52%. Em contrapartida, educação, leitura e recreação (de 5,04% para 4,79%) e despesas diversas (de 4,94% para 4,60%) registraram decréscimos em suas taxas de variação em 12 meses.

Receita libera consultas ao 2º lote
A Receita Federal liberou esta semana, as consultas ao 2º lote de restituições do Imposto de Renda da Pessoa Física 2008 (ano-base 2007). Para saber se está neste lote, basta o contribuinte acessar o site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br) e informar o número de seu CPF. A informação também pode ser obtida pelo telefone, no número 146. Serão liberadas 958.614 restituições, no valor de R$ 1,2 bilhão. O lote inclui todos os contribuintes amparados pelo Estatuto do Idoso que não apresentaram pendências nas declarações e que não foram contemplados no 1º lote. Os contribuintes foram priorizados de acordo com a data da entrega da declaração. O dinheiro estará disponível para saque no dia 15 e terá correção total de 2,84%. Este valor não sofrerá mais qualquer acréscimo, independentemente da data em que o contribuinte receba a sua restituição. Quem não informou o número da conta para crédito da restituição deverá procurar uma agência do Banco do Brasil ou procurar o serviço “BB Responde”, pelos números 4004-0001 (capitais) ou 0800-729-0001 (demais localidades) para pedir a transferência do dinheiro para uma conta-corrente ou poupança de qualquer banco. Caso o contribuinte não concorde com o valor da restituição, poderá receber a importância disponível no banco e reclamar a diferença na unidade local da Receita Federal.

Acionistas do RBS aprovam plano de compra do ABN
Os acionistas do Royal Bank of Scotland PLC aprovaram hoje o plano da instituição para comprar o holandês ABN Amro Holding NV. Segundo o RBS, a decisão recebeu aprovação de 94,51% do capital votante presente na reunião, o equivalente a 60,7% do total emitido pelo banco. O chairman do RBS, Tom McKillop, disse que a instituição financeira prevê benefícios de 1,8 bilhão de euros (US$ 2,47 bilhões), advindos da queda de custos e da ampliação da receita relacionados à transação, até o terceiro ano após a conclusão do acordo. McKillop não respondeu diretamente à pergunta de um acionista sobre se o RBS estaria preocupado com o financiamento da aquisição, tendo em vista os problemas atuais dos mercados de crédito. “O conselho do RBS analisou todos os elementos. Olhamos para a atratividade total e para o perfil de risco de outros bancos também, e acreditamos que essa seja a melhor opção”, afirmou o executivo. “Não acreditamos que os mercados turbulentos irão afetar a atratividade da transação.”