Petróleo vai continuar
caro
O presidente da Organização dos Países Exportadores
de Petróleo (Opep) e ministro de Energia da Argélia,
Chakib Khelil, disse durante essa semana que a escalada dos preços
do petróleo não deve retroceder. Ele afirmou que a
forte demanda do mercado, especialmente na China e na Índia,
é uma razão para que os preços fiquem elevados.
Khelil comenta, na Argélia, que a alta “não
tem nada a ver com os fornecedores”. Ele culpa o dólar
fraco, moeda em que o petróleo é vendido, pelo aumento
das cotações.
Passagens aéreas com preços
reajustados
A inflação nos preços das passagens aéreas
no varejo alcançou, em junho, 61,24% no índice acumulado
em 12 meses. É o maior patamar em 11 anos, apurou a Fundação
Getúlio Vargas, em levantamento feito a pedido do jornal
O Estado de S. Paulo. A pesquisa tomou por base dados do Índice
Geral de Preços - Mercado (IGP-M) do mês passado, de
13,44% na mesma base de comparação. TAM, Gol e Varig
admitem que os preços podem subir mais, se o preço
do barril de petróleo não ceder.
Para o economista responsável pelo levantamento, André
Braz, as companhias aproveitaram o bom momento de demanda interna
para reajustar e recuperar a margem de lucro perdida com a crise
no setor. “Temos o fator sazonal, já que os aumentos
são realizados nesta época do ano, com a demanda interna
intensa”, afirmou Braz. A alta das passagens em 12 meses até
dezembro de 2007 era de apenas 4%.
Inflação para baixa renda
sobe para 9,11
A disparada dos preços dos alimentos voltou a puxar a alta
dos preços para a população de baixa renda
em junho. O Índice de Preços ao Consumidor, classe
1 (IPC-C1), que mede a inflação para as famílias
com renda entre um e 2,5 salários mínimos, registrou
variação de 1,29% no mês. A taxa é pouco
menor que a registrada no mês anterior, quando ficou em 1,38%.
Nos seis primeiros meses do ano, o índice acumula alta de
5,97% e, nos últimos 12 meses, a elevação é
de 9,11%. Em todas as comparações, o IPC-C1 supera
as taxas para o conjunto da população, calculada pelo
Índice de Preços ao Consumidor (IPC-BR). No mês
passado, o IPC-BR ficou em 0,77%. Já o acumulado no ano ficou
em 3,84% e em 12 meses, 5,96%. Segundo a Fundação
Getulio Vargas (FGV), as taxas maiores são resultado da alta
dos preços dos alimentos, que têm maior peso sobre
o IPC-C1 do que sobre o IPC-BR. Na passagem de maio para junho,
os alimentos tiveram alta de 18,88%, elevando para 79% o impacto
do grupo sobre o resultado geral do IPC-C1. Em 12 meses, tiveram
destaque as altas registradas pelo arroz branco (45,78%), feijão
carioquinha (137,51%), batata inglesa (19,39%) e carnes bovinas
(44,13%). Também contribuíram para o acréscimo
da taxa os grupos da habitação (de 2,05% para 2,32%),
saúde e cuidados pessoais (de 3,54% para 4,04%) e vestuário
(de 4,84% para 5,43%). Transportes repetiu em junho, a taxa acumulada
em 12 meses até maio, que foi de 2,52%. Em contrapartida,
educação, leitura e recreação (de 5,04%
para 4,79%) e despesas diversas (de 4,94% para 4,60%) registraram
decréscimos em suas taxas de variação em 12
meses.
Receita libera consultas ao 2º lote
A Receita Federal liberou esta semana, as consultas ao 2º lote
de restituições do Imposto de Renda da Pessoa Física
2008 (ano-base 2007). Para saber se está neste lote, basta
o contribuinte acessar o site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br)
e informar o número de seu CPF. A informação
também pode ser obtida pelo telefone, no número 146.
Serão liberadas 958.614 restituições, no valor
de R$ 1,2 bilhão. O lote inclui todos os contribuintes amparados
pelo Estatuto do Idoso que não apresentaram pendências
nas declarações e que não foram contemplados
no 1º lote. Os contribuintes foram priorizados de acordo com
a data da entrega da declaração. O dinheiro estará
disponível para saque no dia 15 e terá correção
total de 2,84%. Este valor não sofrerá mais qualquer
acréscimo, independentemente da data em que o contribuinte
receba a sua restituição. Quem não informou
o número da conta para crédito da restituição
deverá procurar uma agência do Banco do Brasil ou procurar
o serviço “BB Responde”, pelos números
4004-0001 (capitais) ou 0800-729-0001 (demais localidades) para
pedir a transferência do dinheiro para uma conta-corrente
ou poupança de qualquer banco. Caso o contribuinte não
concorde com o valor da restituição, poderá
receber a importância disponível no banco e reclamar
a diferença na unidade local da Receita Federal.
Acionistas do RBS aprovam plano de compra
do ABN
Os acionistas do Royal Bank of Scotland PLC aprovaram hoje o plano
da instituição para comprar o holandês ABN Amro
Holding NV. Segundo o RBS, a decisão recebeu aprovação
de 94,51% do capital votante presente na reunião, o equivalente
a 60,7% do total emitido pelo banco. O chairman do RBS, Tom McKillop,
disse que a instituição financeira prevê benefícios
de 1,8 bilhão de euros (US$ 2,47 bilhões), advindos
da queda de custos e da ampliação da receita relacionados
à transação, até o terceiro ano após
a conclusão do acordo. McKillop não respondeu diretamente
à pergunta de um acionista sobre se o RBS estaria preocupado
com o financiamento da aquisição, tendo em vista os
problemas atuais dos mercados de crédito. “O conselho
do RBS analisou todos os elementos. Olhamos para a atratividade
total e para o perfil de risco de outros bancos também, e
acreditamos que essa seja a melhor opção”, afirmou
o executivo. “Não acreditamos que os mercados turbulentos
irão afetar a atratividade da transação.”
|