Você já parou para pensar que terá que economizar
dinheiro para se sustentar durante aproximadamente 20 anos na
aposentadoria? Apesar disso, ainda há um mito entre os
poupadores de que o investimento na educação dos
filhos tem prioridade sobre a poupança para aposentadoria.
Os gastos do período de idade avançada, no entanto,
são altos e o investidor precisará poupar R$ 480
mil até lá. Isso se quiser se aposentar aos 55 anos
com uma quantia modesta, de R$ 2 mil por mês e se começar
cedo, com 25 anos. “As pessoas dão mais importância
à educação até por um aspecto cultural.
Todo mundo diz que a herança que deixará para o
filho será a educação. Além disso,
acreditam que ao dar uma boa formação aos filhos,
estes poderão amparar os pais na velhice”, explica
o consultor financeiro da Financenter, Silvio Paixão.
A opção pela poupança da educação
em detrimento da previdência também ocorre devido
aos gastos com os filhos serem para uma necessidade mais próxima.
Algumas pessoas acham mais difícil poupar para algo que
está tão distante.
O consultor da MCM Consultores Associados, Antônio Madeira,
adverte: “No caso da educação, há a
alternativa do filho conseguir uma bolsa de estudos, um financiamento
ou mesmo um estágio para ajudar a pagar a faculdade. Na
aposentadoria não existem opções. A pessoa
precisa se preparar financeiramente para evitar uma queda forte
no padrão de vida”, diz.
Para educar somente um filho da pré-escola a faculdade,
os pais terão o gasto total estimado de R$ 168 mil. O investimento
é de cerca de R$ 770 por mês, durante 18 anos. Esse
gasto geralmente não é programado, pois as pessoas
só começam a preocupar-se com ele quando têm
o primeiro filho. Apesar de os pais já terem a obrigação
mensal de pagar a escola, eles não podem se esquecer de
reservar uma parte da renda para a aposentadoria.
A recomendação tradicional do mercado é que,
quanto mais nova for a pessoa, maior deverá ser a parte
do patrimônio aplicada em renda variável. “Quando
o investidor é novo, tem entre 20 e 30 anos, tem um grande
período para suportar as oscilações do mercado.
Ou seja, se as ações caírem, haverá
ainda um tempo muito grande para elas se recuperarem”, relata
o consultor da MCM.
Outro fator que deve ser considerado no planejamento para a aposentadoria
é que o brasileiro vive cada vez mais tempo. A última
pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) mostra que a média de expectativa de vida subiu
para 72,35 anos.