Associação Comercial e Industrial de Limeira

10 a 16 de julho de 2008

Poupando Certo

Pais devem investir em educação ou aposentadoria?

Acil/ Arquivo
É necessário bom senso e investir tanto na educação como também pensar no futuro da aposentadoria

Você já parou para pensar que terá que economizar dinheiro para se sustentar durante aproximadamente 20 anos na aposentadoria? Apesar disso, ainda há um mito entre os poupadores de que o investimento na educação dos filhos tem prioridade sobre a poupança para aposentadoria. Os gastos do período de idade avançada, no entanto, são altos e o investidor precisará poupar R$ 480 mil até lá. Isso se quiser se aposentar aos 55 anos com uma quantia modesta, de R$ 2 mil por mês e se começar cedo, com 25 anos. “As pessoas dão mais importância à educação até por um aspecto cultural. Todo mundo diz que a herança que deixará para o filho será a educação. Além disso, acreditam que ao dar uma boa formação aos filhos, estes poderão amparar os pais na velhice”, explica o consultor financeiro da Financenter, Silvio Paixão.
A opção pela poupança da educação em detrimento da previdência também ocorre devido aos gastos com os filhos serem para uma necessidade mais próxima. Algumas pessoas acham mais difícil poupar para algo que está tão distante.
O consultor da MCM Consultores Associados, Antônio Madeira, adverte: “No caso da educação, há a alternativa do filho conseguir uma bolsa de estudos, um financiamento ou mesmo um estágio para ajudar a pagar a faculdade. Na aposentadoria não existem opções. A pessoa precisa se preparar financeiramente para evitar uma queda forte no padrão de vida”, diz.
Para educar somente um filho da pré-escola a faculdade, os pais terão o gasto total estimado de R$ 168 mil. O investimento é de cerca de R$ 770 por mês, durante 18 anos. Esse gasto geralmente não é programado, pois as pessoas só começam a preocupar-se com ele quando têm o primeiro filho. Apesar de os pais já terem a obrigação mensal de pagar a escola, eles não podem se esquecer de reservar uma parte da renda para a aposentadoria.
A recomendação tradicional do mercado é que, quanto mais nova for a pessoa, maior deverá ser a parte do patrimônio aplicada em renda variável. “Quando o investidor é novo, tem entre 20 e 30 anos, tem um grande período para suportar as oscilações do mercado. Ou seja, se as ações caírem, haverá ainda um tempo muito grande para elas se recuperarem”, relata o consultor da MCM.
Outro fator que deve ser considerado no planejamento para a aposentadoria é que o brasileiro vive cada vez mais tempo. A última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a média de expectativa de vida subiu para 72,35 anos.