Associação Comercial e Industrial de Limeira
10 a 16 de julho de 2008

Vitrine

Bolsa de Valores
Depois de um período de bonança, cheio de recordes, o Ibovespa (principal referência da Bolsa de Valores de São Paulo) iniciou o segundo semestre com o pé esquerdo. A última semana, em especial, foi desastrosa para o indicador, que perdeu 7,7% no período. O ambiente não está favorável para quem investe em bolsa, mas nem todos têm perdas nas mesmas proporções. Quem aplica nos diferentes fundos de ações disponíveis no mercado pode sofrer mais ou menos, dependendo da composição das carteiras.

Diminuindo perdas
Os investidores dos fundos atrelados ao Ibovespa (que tentam acompanhar as variações do indicador) normalmente vêem o valor de seu patrimônio em ações minguar nesses períodos de crise. Isso porque os papéis do Ibovespa são os mais negociados e os que os grandes investidores vendem em situações adversas. Mas é possível que outro investidor, que tenha um fundo de ações que privilegie empresas com boas práticas de sustentabilidade, tenha resultado melhor. Em resumo: fatores diferentes influenciam os papéis das diversas carteiras de índices e, por isso, os resultados são muito variados.

Adequação
Em períodos de crise ou não, a recomendação dos especialistas para quem tem fundos de ações é a mesma: o mais importante é escolher um produto adequado a seu perfil. Além disso, é preciso não esquecer da regra número um do mercado de renda variável: o investimento de ações é sempre de longo prazo.

Vale a dica
“Neste momento, o melhor é o investidor procurar aplicar em ações de empresas do setor de petróleo, beneficiadas pelas sucessivas altas do preço do produto no exterior”, diz Clodoir Vieira, analista de investimentos da corretora Souza Barros. “Seguindo a mesma lógica, é melhor evitar papéis de companhias que tenham custos relacionados ao petróleo.”

Comodidade
Os fundos de ações podem ser boa opção para quem não pretende operar na bolsa de valores. Esse produto financeiro garante maior comodidade ao investidor, já que a gestão da carteira é feita por especialistas. Nesse caso, o difícil é escolher entre as centenas opções disponíveis.

Variantes
Existem dois grupos de fundos: os passivos e os ativos. Os primeiros são indexados a algum índice, como Ibovespa, Itel ou IBrx. Há uma variedade enorme deles, com a vantagem a cobrança de taxas administrativas menores que as dos ativos, hoje entre 1,5% e 2,5% ao ano. “São fundos que reproduzem basicamente as oscilações dos índices. Por isso têm custo menor. Mas são também uma possibilidade importante de diversificação”, diz o estrategista de investimentos pessoais do Real ABN Amro Asset Management, Aquiles Mosca.

Iniciantes
Fundos passivos ligados ao Ibovespa, por exemplo, têm no portfólio as 50 ou 60 ações que compõem o principal indicador da Bovespa. “É ótimo para quem está entrando no mercado. Quando o Jornal Nacional anunciar que a bolsa subiu ou desceu tanto, a pessoa já sabe quanto ganhou ou perdeu no dia”, comenta Mosca.

Em Alta
Os fundos passivos também podem ser de um segmento econômico, como telecomunicações, petróleo e gás ou energia elétrica. Nos anos 1990, por exemplo, com o processo de privatização das telecomunicações, os fundos indexados ao Itel fizeram grande sucesso. Hoje, diz o estrategista do Real Asset, estão em voga os fundos ligados ao petróleo.

Direção certa
Os ativos são fundos que não têm compromisso de seguir uma média: dependem exclusivamente da capacidade do gestor e, por isso, tendem a cobrar taxas mais altas (alguns chegam a 6% ao ano). Em compensação, se bem administrados, podem dar resultados muito acima dos indicadores tradicionais. Entre os ativos também existem os fundos setoriais, como os de empresas com maior responsabilidade social e ambiental.