Associação Comercial e Industrial de Limeira
03 a 09 de julho de 2008

Editorial

Estradas e bebidas

A denominada “Lei Seca” está em vigor e sua instituição já causa polêmica. Há correntes que a defendem, mas ao mesmo tempo existem os que deploram o excesso de rigidez em sua instituição.
Enquanto são discutidos esses pontos de vista deve-se lembrar que há um outro assunto a merecer a atenção governamental e que diz respeito diretamente à segurança dos que transitam com qualquer tipo de veículo pelos caminhos do Brasil.
Trata-se da urgente necessidade de rigorosa conservação das estradas. Os graves defeitos encontrados nos leitos dessas estradas são apontados por uns, como descaso dos governos, enquanto existem os que lançam a culpa nas empresas que oficialmente têm o indeclinável dever de zelar pelo bom estado das rodovias e nos contratos que celebram com os órgãos oficiais essas empresas se comprometeram a dar atenção ou melhor, dar assistência a todas as rodovias pelas quais contratualmente são responsáveis. Isto, infelizmente não é totalmente cumprido, como também há falhas nos serviços executados pelos serviços estaduais e federais de estradas de rodagem. Estes fatos infelizmente são verídicos e a incidência de graves falhas é constatada diariamente, em especial nos períodos de maior circulação de veículos de carga e de passageiros.
Legislar impondo limites rígidos aos que costumam dirigir após ingerir bebida alcoólica é uma coisa, mas extrapolar indo além da normalidade é coisa bem diferente. A venda é o uso de bebidas alcoólicas nas rodovias têm mesmo de ser fiscalizada, mas dentro de princípios que não fujam à normalidade. Ninguém vai e nem pode aceitar motoristas de carros ou de ônibus dirigindo sob efeito do álcool e as penalidades pela infração da Lei devem ser as mais severas. Enquanto isso os governos que cuidem com o máximo de atenção das estradas pelas quais são responsáveis. Não basta cobrar pedágios, é mais que necessário dar às rodovias atenção permanente.