Associação Comercial e Industrial de Limeira
12 a 18 de junho de 2008

Editorial

Maldade e ignorância, irmãs gêmeas

Em um mundo marcado por males sazonais, são aplicados meios de cura de acordo com a natureza das incidências, ao mesmo tempo em que se buscam metas para conter os desvios de rumos considerados nocivos à sociedade. Em mais uma das lutas que se travam entre o bem e o mal, coloca-se em nível de prioridade o que acontece em grande número de escolas, nas quais, para tristeza e vergonha dos órgãos de educação, elementos mal formados social e intelectualmente expõem a face deletéria de seus atos.
Falamos dos casos de ofensas verbais e até corporais de alunos contra professores e dirigentes. Enquanto uma parte entende, aceita e respeita o alto significado de um estabelecimento de ensino, outra parte se conduz da pior forma possível em relação aos seus superiores e até aos próprios colegas.
È profundamente lamentável saber que indivíduos de mau caráter investem não só contra o patrimônio escolar, como também ofendem com os mais grosseiros palavrões os mestres, colegas e pessoal de trabalho. Os que assim se conduzem desvirtuam todos os princípios de civilidade e contrariam os mais elementares sinais de bons costumes. Há até casos de pura selvageria por parte de quem vai a uma escola para aprender e preparar-se para a vida prática. Esses elementos de mente suja e mal formada estão a envergonhar suas famílias, ao mesmo tempo em que nada de útil, de prático e de bom compõem a bagagem que devem levar para competir com os seus colegas e com outros jovens no cenário da luta pela vida, onde somente os competentes e dignos vencem. Os que preferem o caminho do atraso, da violência, do desrespeito estão fadados a se tornarem elementos de rua, sem o menor sinal de sucesso no cenário de uma coletividade. O máximo que poderão fazer é gritar na hora de seu envio aos estabelecimentos correcionais, como a Fundação Casa, o que não é nada lisonjeiro para um jovem que um dia chegou a pensar em vencer na vida.
Aqueles que se conduzem pela estrada reta, sem os desvios do álcool, do tóxico e da selvageria não são obrigados a suportar os desvarios dos que na escola se insurgem contra pessoas e bons princípios e trilham o caminho que vai dar aos camburões, às delegacias, aos presídios e muitas das vezes aos sanatórios.
Enquanto há vida, há tempo e os tresloucados devem se recompor para que venham a ter vida digna no meio dos civilizados.