| Em um mundo marcado por males sazonais, são
aplicados meios de cura de acordo com a natureza das incidências,
ao mesmo tempo em que se buscam metas para conter os desvios de
rumos considerados nocivos à sociedade. Em mais uma das lutas
que se travam entre o bem e o mal, coloca-se em nível de
prioridade o que acontece em grande número de escolas, nas
quais, para tristeza e vergonha dos órgãos de educação,
elementos mal formados social e intelectualmente expõem a
face deletéria de seus atos.
Falamos dos casos de ofensas verbais e até corporais de alunos
contra professores e dirigentes. Enquanto uma parte entende, aceita
e respeita o alto significado de um estabelecimento de ensino, outra
parte se conduz da pior forma possível em relação
aos seus superiores e até aos próprios colegas.
È profundamente lamentável saber que indivíduos
de mau caráter investem não só contra o patrimônio
escolar, como também ofendem com os mais grosseiros palavrões
os mestres, colegas e pessoal de trabalho. Os que assim se conduzem
desvirtuam todos os princípios de civilidade e contrariam
os mais elementares sinais de bons costumes. Há até
casos de pura selvageria por parte de quem vai a uma escola para
aprender e preparar-se para a vida prática. Esses elementos
de mente suja e mal formada estão a envergonhar suas famílias,
ao mesmo tempo em que nada de útil, de prático e de
bom compõem a bagagem que devem levar para competir com os
seus colegas e com outros jovens no cenário da luta pela
vida, onde somente os competentes e dignos vencem. Os que preferem
o caminho do atraso, da violência, do desrespeito estão
fadados a se tornarem elementos de rua, sem o menor sinal de sucesso
no cenário de uma coletividade. O máximo que poderão
fazer é gritar na hora de seu envio aos estabelecimentos
correcionais, como a Fundação Casa, o que não
é nada lisonjeiro para um jovem que um dia chegou a pensar
em vencer na vida.
Aqueles que se conduzem pela estrada reta, sem os desvios do álcool,
do tóxico e da selvageria não são obrigados
a suportar os desvarios dos que na escola se insurgem contra pessoas
e bons princípios e trilham o caminho que vai dar aos camburões,
às delegacias, aos presídios e muitas das vezes aos
sanatórios.
Enquanto há vida, há tempo e os tresloucados devem
se recompor para que venham a ter vida digna no meio dos civilizados.
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