A Associação Brasileira de Franchising
(ABF) negocia com a Agência Brasileira de Promoção
de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) um
projeto “mais flexível” para favorecer a internacionalização
do segmento. Trata-se da renovação de uma parceria
que já dura quatro anos, por meio de contratos bienais.
O que está em pauta é o desejo da Associação
de ampliar a adesão ao projeto em 2009 e 2010. O atual
programa inclui participação das empresas em eventos
internacionais, como feiras e missões comerciais, e conhecimento
prévio do mercado, por meio de estudos subsidiados.
O estabelecimento de pagamento pós-eventos é uma
das alternativas em estudo, de acordo com o diretor executivo
da ABF, Ricardo Camargo. Atualmente, os sete franqueadores integrados
ao projeto (biênio 2007-2008) pagam mensalidade de R$ 2
mil. É a contrapartida aos benefícios do programa.
Na avaliação de Camargo, a parceria contribuiu para
a internacionalização de 15 franqueadores, entre
as 52 franquias brasileiras que estão no exterior. “Muitos
iniciaram o processo há mais tempo, por conta própria”,
destaca. No entanto, o grande potencial do mercado brasileiro
faz com que muitas empresas não enxerguem o exterior como
uma boa oportunidade.
O diretor da ABF afirma que o momento é propício
à internacionalização, entendimento que “passa
por uma visão estratégica”, de ocupação
dos mercados antes da concorrência. “Ao longo do processo
de internacionalização, a empresa ganha estrutura
para se fortalecer internamente”, diz o diretor da entidade.
Camargo lembra, ainda, que o dólar baixo favorece as franquias
que queiram se preparar para exportar. “A valorização
do Real reduz o investimento, como o de registro de marcas no
exterior”, observa. Quanto aos custos para se desenvolver
um novo mercado fora do Brasil, ele estima que as empresas que
estão envolvidas no projeto ABF-Apex gastam um terço
dos investimentos que fariam se estivessem sozinhas.