Associação Comercial e Industrial de Limeira
29/maio a 04/junho de 2008

Editorial

A CPMF virou motivo de vingança

Cada vez mais é dito com respeito o nome de Adib Jatene, o cirurgião de renome internacional que um dia o momento político elevou a ministro da Saúde, o que aconteceu sob as esperanças de todos nós. A coragem e o descortínio daquele homem davam um passo avançado na área da preservação da saúde dos brasileiros, mas infelizmente sua finalidade foi deturpada a tal ponto que uma medida oportuna derrubou-a.
Quando isso aconteceu, pareceu aos governantes que os céus vinham abaixo e não somente a cúpula, mas toda a corriola do Palácio do Planalto se esqueceram de que sob o regime democrático ganhar e perder votações no Congresso fazem parte dos postulados de uma Constituição promulgada livremente. Esta, a verdade, este o ditame dos povos civilizados, não daqueles cujos chefões se julgavam detentores perpétuos do poder. Pois bem, a queda da CPMF foi celebrada como vitória do povo, todavia foi adiada por quem acha que sua vontade tem de ser favas contadas.
O Brasil não é governado apenas para os que recebem bolsa-família, mas para milhões que todo dia, toda hora, pagam os impostos ditos e provados como os mais elevados do mundo. A popularidade do presidente é grande, mas isto não lhe dá o mínimo direito de investir, na hora dos tributos, contra um povo pobre, judiado e esquecido por maus políticos. É sabido que os atuais donos do poder nunca se afinaram e nem olharam com bons olhos as classes empresariais, justamente aquelas que carreiam o maior volume de dinheiro para os cofres do tesouro nacional.
O governo perdeu a batalha da CPMF e nunca aceitou a derrota no Congresso. Jurou vingar-se e agora esboça nova tentativa de reimplantar o famigerado imposto. Sabe-se que a arrecadação federal é recorde, o que tira a justificativa de ser criado novo imposto. Entretanto, o espírito do ditador venezuelano baixou no presidente brasileiro e este deseja a todo custo seguir as normas socialistas do seu irmão que dirige aquela nação lá do alto do continente sul-americano.
Trata-se de um jogo perigoso que pode mudar os rumos da política administrativa de um País que não. suporta mais ser palco de tentativas sem a rubrica da democracia.