| Cada vez mais é dito com respeito o nome
de Adib Jatene, o cirurgião de renome internacional que um
dia o momento político elevou a ministro da Saúde,
o que aconteceu sob as esperanças de todos nós. A
coragem e o descortínio daquele homem davam um passo avançado
na área da preservação da saúde dos
brasileiros, mas infelizmente sua finalidade foi deturpada a tal
ponto que uma medida oportuna derrubou-a.
Quando isso aconteceu, pareceu aos governantes que os céus
vinham abaixo e não somente a cúpula, mas toda a corriola
do Palácio do Planalto se esqueceram de que sob o regime
democrático ganhar e perder votações no Congresso
fazem parte dos postulados de uma Constituição promulgada
livremente. Esta, a verdade, este o ditame dos povos civilizados,
não daqueles cujos chefões se julgavam detentores
perpétuos do poder. Pois bem, a queda da CPMF foi celebrada
como vitória do povo, todavia foi adiada por quem acha que
sua vontade tem de ser favas contadas.
O Brasil não é governado apenas para os que recebem
bolsa-família, mas para milhões que todo dia, toda
hora, pagam os impostos ditos e provados como os mais elevados do
mundo. A popularidade do presidente é grande, mas isto não
lhe dá o mínimo direito de investir, na hora dos tributos,
contra um povo pobre, judiado e esquecido por maus políticos.
É sabido que os atuais donos do poder nunca se afinaram e
nem olharam com bons olhos as classes empresariais, justamente aquelas
que carreiam o maior volume de dinheiro para os cofres do tesouro
nacional.
O governo perdeu a batalha da CPMF e nunca aceitou a derrota no
Congresso. Jurou vingar-se e agora esboça nova tentativa
de reimplantar o famigerado imposto. Sabe-se que a arrecadação
federal é recorde, o que tira a justificativa de ser criado
novo imposto. Entretanto, o espírito do ditador venezuelano
baixou no presidente brasileiro e este deseja a todo custo seguir
as normas socialistas do seu irmão que dirige aquela nação
lá do alto do continente sul-americano.
Trata-se de um jogo perigoso que pode mudar os rumos da política
administrativa de um País que não. suporta mais ser
palco de tentativas sem a rubrica da democracia.
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