Não tem jeito, mais cedo ou mais tarde,
as divergências entre os sócios vêm à
tona. Mas é possível evitá-las com regras
que estipulam os deveres e direitos de cada um.
Você tem sócios? Então responda: sabe como
terminar a sociedade se um dos parceiros abandonar o negócio?
Sua empresa tem regras escritas para distribuição
dos lucros? E para contratação de herdeiros e outros
parentes? Se não tiver respostas para essas e tantas outras
questões, saiba que você não está sozinho.
“Menos de 1% das pequenas empresas regulamentam a relação
entre os sócios”, estima o consultor jurídico
do Sebrae Paulo Belchor. “Eles tendem a discutir o negócio,
mas se esquecem de discutir a sociedade em si”, diz o consultor
Renato Bernhoeft. Mau sinal. Afinal, a criação de
normas claras - explícitas no contrato social ou num acordo
societário em separado - alinha as expectativas e ajuda
a azeitar a convivência entre os parceiros, especialmente
nos momentos de crise. “Acordos não evitam brigas,
mas pelo menos as organizam. E quem tem briga organizada briga
menos”, diz Luiz Kignel, do escritório Pompeu, Longo,
Kignel e Cipullo Advogados.
Vale a pena pôr no papel algumas normas para evitar futuros
desentendimentos.
Algumas dicas