Otimismo e desinformação
A pesquisa O Futuro da Aposentadoria – Investindo na Melhor
Idade, feita pelo HSBC, mostra um grau surpreendente de otimismo
em relação à segurança financeira e
ao padrão de vida na aposentadoria. Para 48% dos trabalhadores
brasileiros, o governo deveria arcar com a maior parte dos custos
da aposentadoria e 36% acreditam que o poder público tem
capacidade de fazer isso. No mundo todo, 31% das pessoas pensam
assim.
Para suprir essas necessidades, algumas saídas seriam aumento
de impostos, redução dos benefícios e pensões
do sistema público ou elevação da idade da
aposentadoria. Essas alternativas, porém, desagradaram os
ouvidos. Para 36% dos que trabalham, no mundo, o governo deveria
incentivar a previdência complementar. No Brasil, 50% das
pessoas ativas concordam com isso. Para 15%, aumentar a idade de
aposentadoria é a melhor opção.
No total, foram ouvidas 21 mil pessoas em 25 países, incluindo
o Brasil.
Publicidade prepara-se para invadir eletrônicos
Há um mundo de possibilidades na chamada “publicidade
móvel”, aquela capaz de impactar o consumidor invadindo
– de preferência com elegância – os aparelhos
eletrônicos que todos carregam para cima e para baixo. Não
só os celulares, mas principalmente eles. No Brasil, segundo
os dados da Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel), os telefones móveis somam 127,742 milhões.
A busca por soluções que casam propaganda com mobilidade,
abrindo novas oportunidades de negócios, movimenta seminários,
debates e eventos tanto aqui como no exterior. Antonio Fadiga, presidente
da Fischer América, acaba de retornar da CTIA Wireless, em
Las Vegas, uma das maiores feiras do gênero, com a nítida
impressão de que “agora vai”. Ou seja, tudo o
que foi ensaiado começa a virar ferramenta efetiva com uso
prático, com o avanço da tecnologia.
Os publicitários concordam que a propaganda em celulares,
ou qualquer outro aparelho móvel, deve ter a aceitação
do consumidor. “É fundamental ele dar permissão
para o recebimento da ação, que não se sinta
invadido”, diz Guga Ketzer, vice-presidente de criação
da Loducca Propaganda.
Só falta o leite
Com atraso em relação a outros ramos do agronegócio,
o setor começa a se modernizar. A próxima etapa é
disputar o mercado internacional.
Um fato intrigou durante anos os observadores do agronegócio
brasileiro. Sobre terras campeãs na produção
e na exportação de grãos e carnes, espalha-se
o segundo maior rebanho leiteiro do mundo - só é menor
que o da Índia, onde as vacas são sagradas. Mas, volta
e meia, o negócio do leite azedava e o setor não conseguia
se organizar e atingir os padrões de excelência de
outros ramos do agronegócio. Até há pouco tempo,
a produção de leite mal dava para suprir a demanda
brasileira - por anos o país foi importador do produto e
a qualidade da produção nacional convivia com escândalos
de adulteração. Esse quadro finalmente está
mudando. Com uma onda de negócios entre empresas e de novos
investimentos, o setor de leite deve ser a próxima fronteira
do agronegócio brasileiro a conquistar relevância global.
“Podemos nos tornar o maior produtor e o maior exportador
de leite do mundo”, afirma Marcus Elias, presidente da Laep,
fundo de investimento que controla a Parmalat e marcas como Poços
de Caldas e Glória.
Empresas mais competitivas
O Centro de Logística de Exportações (Celex)
promove, no próximo dia 10 de junho, a palestra “Como
as Pequenas e Médias Empresas Podem Ser Mais Competitivas
na Exportação”, com Nicola Minervini.
O palestrante, que virá ao Brasil para o lançamento
da 5ª edição de seu livro “O Exportador”,
mostrará aos profissionais e empresários sua visão
de como aumentar a competitividade nos mercados externos.
Ele apresentará seu consagrado modelo de Método e
Associatividade e discutirá como ser um exportador de sucesso.
O livro foi publicado em 1991, traduzido para o espanhol e o italiano.
Formado em Engenharia Eletrônica na Itália e em Economia
no Brasil, Minervini trabalhou, entre outras empresas, no grupo
Asea Brown Boveri (ABB) na Itália, gerenciando exportações
para toda a América Latina.
Colabora em projetos da União Européia e com entidades
latino-americanas para o desenvolvimento da capacidade competitiva
das pequenas e médias empresas. É responsável
pela implantação de vários projetos de Sistemas
Integrados de Promoção de Exportação
– Sipe. O evento será realizado das 9 horas às
11h30, no Celex, Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, bairro da Saúde.
Inscrições pelo telefone (11) 6847-4934 ou e-mail:
ankon@ankontreinamentos.com.br
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