Associação Comercial e Industrial de Limeira
22 a 28 de maio de 2008

Editorial

Os “quatro” têm de continuar

Há coisas que não deviam acontecer, pois pelo absurdo de que se revestem chegam a cair no ridículo. Só isto para derrubar a idéia dos que pretendem acabar com quatro entidades que há dezenas de anos vêm prestando os mais edificantes serviços ao País.
Sesi, Senai, Senac e Sesc, pela ordem Serviço Social da Indústria, Serviço Nacional da Indústria, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial e Serviço Social do Comércio. A idéia inicial da criação desses órgãos surgiu da idéia lúcida e do espírito progressista de homens como Roberto Simonsen aliado a um grupo de idealistas. Todos os presidentes da República até Fernando Henrique Cardoso conviveram pacificamente com o chamado Sistema S, que agrupa aquelas instituições, o que contribuiu para que as mesmas crescessem e multiplicassem os benefícios que prestam.
Os que pretendem introduzir modificações drásticas no relacionamento governo e aquelas unidades do Sistema S nada mais pretendem do que deixá-las sob mais controle político, tornando-se cabides de empregos criados pelo palácio do Planalto e agindo como instrumento de continuidade dos atuais mandatários da Nação, interessados que são eles em estender ao máximo a sua influência sobre o maior número de organizações possíveis.
Os que dirigem na atualidade o País sempre se mostraram hostis à classe empresarial até tentando jogá-las contra o povo.
Felizmente em con-traposição as finalidades governamentais levantam-se as vozes dos que pretendem tirar a politicagem daquilo que ainda é límpido, daquilo que não se presta a ímpios desígnios de pretensos donos do Brasil, esquecidos de que a democracia vai prevalecer sobre a vontade dos que, pela infelicidade de seus atos, carregam a bandeira da democracia, mas agem de forma a retornar ao Brasil uma ditadura . As luzes das pretensões sérias, justas, iluminam os cérebros de verdadeiros brasileiros e ao final o mal sucumbirá ante a força do bem. Isto se dará inexoravelmente.