| Há coisas que não deviam acontecer,
pois pelo absurdo de que se revestem chegam a cair no ridículo.
Só isto para derrubar a idéia dos que pretendem acabar
com quatro entidades que há dezenas de anos vêm prestando
os mais edificantes serviços ao País.
Sesi, Senai, Senac e Sesc, pela ordem Serviço Social da Indústria,
Serviço Nacional da Indústria, Serviço Nacional
de Aprendizagem Comercial e Serviço Social do Comércio.
A idéia inicial da criação desses órgãos
surgiu da idéia lúcida e do espírito progressista
de homens como Roberto Simonsen aliado a um grupo de idealistas.
Todos os presidentes da República até Fernando Henrique
Cardoso conviveram pacificamente com o chamado Sistema S, que agrupa
aquelas instituições, o que contribuiu para que as
mesmas crescessem e multiplicassem os benefícios que prestam.
Os que pretendem introduzir modificações drásticas
no relacionamento governo e aquelas unidades do Sistema S nada mais
pretendem do que deixá-las sob mais controle político,
tornando-se cabides de empregos criados pelo palácio do Planalto
e agindo como instrumento de continuidade dos atuais mandatários
da Nação, interessados que são eles em estender
ao máximo a sua influência sobre o maior número
de organizações possíveis.
Os que dirigem na atualidade o País sempre se mostraram hostis
à classe empresarial até tentando jogá-las
contra o povo.
Felizmente em con-traposição as finalidades governamentais
levantam-se as vozes dos que pretendem tirar a politicagem daquilo
que ainda é límpido, daquilo que não se presta
a ímpios desígnios de pretensos donos do Brasil, esquecidos
de que a democracia vai prevalecer sobre a vontade dos que, pela
infelicidade de seus atos, carregam a bandeira da democracia, mas
agem de forma a retornar ao Brasil uma ditadura . As luzes das pretensões
sérias, justas, iluminam os cérebros de verdadeiros
brasileiros e ao final o mal sucumbirá ante a força
do bem. Isto se dará inexoravelmente.
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