| Há dois
anos, numa parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às
Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) com a ACIL, a FIESP, o CIESP
e a Prefeitura Municipal de Limeira, foi criado o PAE –
Posto de Atendimento ao Empreendedor.
E, para comemorar estes dois anos de uma parceria que visa apoiar
e incentivar novos empreendedores, na última segunda-feira,
tivemos no Teatro Vitória a palestra “Não
sabendo que era impossível, ele foi lá e fez”
com Steven Dubner.
E lá vimos e ouvimos experiências que nos mostraram
a capacidade do ser humano de superar dificuldades e desafios.
Vimos exemplos de deficientes físicos que com força
e determinação, superaram suas limitações
e conseguiram o que nós consideraríamos impossível.
Nós, seres perfeitos, com dois braços, duas pernas,
que podemos pensar, decidir, caminhar, ir quando e onde quisermos,
muitas vezes, ou melhor, quase sempre, reclamamos de pequenos
obstáculos, pequenas dificuldades que aparecem no nosso
dia-a-dia.
Precisamos rever nossos conceitos, olhar para a vida, para a sociedade,
para o futuro com novos olhos, deixando de lado velhos conceitos
e preconceitos.
O título da palestra, “NÃO sabendo que era
impossível, ele foi lá e fez” já é
uma grande lição, pois ao nos depararmos com qualquer
obstáculo nossa primeira reação é
achar que não tem solução para o problema.
Antes de iniciarmos a luta, já a damos por perdida.
E é assim com nossa vida, nosso trabalho, nossa cidade.
É comum ouvirmos dizer que em Limeira, nada dá certo,
nada vai para frente, tudo já nasce fadado ao fracasso.
Mas não é bem assim não. Precisamos ver o
lado bom, enxergar que temos muitos empresários dinâmicos
e dispostos a enfrentar grandes desafios; que temos resultados
positivos em muitos setores.
E tão importante quanto enfrentar desafios e ver o lado
positivo de nossa sociedade, é unirmos forças para
superar esses desafios.
Sabemos que toda unanimidade é burra, que muitas vezes
de uma discordância pode sair uma grande solução,
mas também sabemos que é muito comum a tentativa
de boicote às mudanças, pois toda mudança
causa um desconforto inicialmente.
Imaginem quanto desconforto, quanta dor física e moral,
sente um deficiente físico para conseguir superar suas
limitações. Quanta rejeição ele terá
que enfrentar para sair do conforto de seu lar, se expor e atingir
um resultado que para nós é algo feito de forma
mecânica.
A superação de obstáculos e rejeições
é tão prazerosa para os deficientes físicos
quanto para nós e para tanto precisamos deixar de lado
nosso comodismo e deixar de pensar que é impossível
e simplesmente buscar a melhor forma de fazer.
Reinaldo Bastelli
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