Associação Comercial e Industrial de Limeira

08 a 14 de maio de 2008

Economia em Notas

Comércio em crescimento
O comércio tem sido o grande responsável pela alta do faturamento que as micro e pequenas empresas (MPE) registram neste início de ano. Em fevereiro, dado mais atualizado do Sebrae-SP, o comércio cresceu 11,6% em relação a fevereiro de 2007. Já os pequenos negócios da indústria e de serviços tiveram quedas em suas receitas de 4,3% e 10,2%, respectivamente.
Portanto, não surpreende que o varejo esteja no topo da lista dos setores que mais contratam. Embora o Sebrae-SP registre estabilidade no emprego nesse início do ano entre os pequenos empresários, nos bastidores, ou melhor, nas lojas, as contratações estão a todo vapor. Elas decorrem tanto da abertura de novas unidades quanto da inauguração ou mesmo ampliação de shopping centers.

Mínimo paulista sobe para R$ 450
No dia 1º de maio, começou a valer no Estado de São Paulo o novo piso salarial regional sancionado pelo governador José Serra. O valor passou de R$ 410,00, R$ 450,00 e R$ 490,00 para R$ 450,00, R$ 475,00 e R$ 505,00, respectivamente.
Conforme a Lei 12.967, as faixas salariais foram estabelecidas de acordo com 105 ocupações. Os reajustes de todas as faixas foram superiores à inflação acumulada no período.
Entre julho de 2007, mês anterior à vigência do Piso Salarial Regional de São Paulo, e fevereiro de 2008, a inflação acumulada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) foi de 2,40%. Já os aumentos do piso atingiram índices de 9,76% para a 1ª faixa; 5,56% para a 2ª faixa; e 3,06% para a 3ª faixa.
Criado em agosto de 2007, o piso é voltado aos trabalhadores da iniciativa privada que não possuem piso salarial definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho, de acordo com a Lei Complementar 103/2000. Estima-se que cerca de um milhão de pessoas tenham sido beneficiadas pelo Piso Salarial Regional em todo o Estado de São Paulo.

Tarifas: novas regras estão em vigor.
Desde o início do mês, as tarifas bancárias passaram a seguir novas regras. Com a intenção de tornar a relação entre bancos e clientes mais transparente e estimular a concorrência, o governo decidiu padronizar o nome dos serviços prestados e criar pacotes com as tarifas mais comuns. Com isso, alguns itens passam a ser gratuitos.
Os serviços bancários mais simples, classificados como essenciais – como o fornecimento de cartão de débito e dez folhas de cheque por mês – passam a ser obrigatoriamente gratuitos. Foram criadas, ainda, outras três categorias de serviços: prioritários, especiais e diferenciados. Nesses grupos, estão os itens que podem ser cobrados.
Na classe prioritária estão os serviços mais usados pelos clientes e que, segundo o Banco Central (BC), cobrem a maioria das tarifas normalmente cobradas dos brasileiros. Nesse grupo, os serviços deverão ser listados em extrato de forma idêntica em todos os bancos e haverá regras para a alteração dos preços.
O aumento de tarifas, por exemplo, só pode ocorrer 180 dias após a última alteração de preços e toda mudança deve ser anunciada aos clientes com 30 dias de antecedência. A redução pode ser feita a qualquer momento. A inclusão ou retirada de serviços nos grupos tarifários só pode ser decidida pelo Banco Central ou pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A inflação dos alimentos
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já tem como certo o aumento dos preços dos alimentos no mercado interno para os próximos meses. A alta, ainda não determinada em planilhas, é o reflexo direto da crise internacional que deve se agravar, pelo menos no curto prazo.
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) também já identificou os aumentos e projeta mais pressão inflacionária para o próximo mês. De acordo com a análise da fundação, o acumulado dos últimos 12 meses do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) registrou alta de 9,81%, o mais alto desde 2005. Colaboraram muito para o crescimento do índice os produtos alimentícios industrializados responsáveis por 60% da composição do IGP-M, com alta de 0,65% neste mês. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-M, subiu 0,76% com destaque para a alimentação que apresentou alta de 1,76% no período.
A crise dos alimentos no planeta está fundamentada em três fatores: o aumento de pessoas consumindo alimentos – principalmente na China –, com cerca de 300 milhões de novos consumidores, a especulação e a aposta dos Estados Unidos no etanol de milho que desequilibrou a oferta mundial do produto, afetando outras commodities. O Brasil também é alvo de críticas com a ampliação da produção de etanol de cana-de-açúcar.