| Temos visto com
freqüência nos jornais e revistas, comentários
e matérias sobre o crescimento do potencial de consumo
da classe C.
A classe C, população cuja renda familiar está
entre 4 e 10 salários mínimos, isto é, entre
R$ 1.600,00 e R$ 4.200,00 aproximadamente, já é
a maioria da população nacional e é responsável
por 28% de nosso consumo. Isto representa ¼ do poder de
consumo.
Esse crescimento se deve principalmente ao crescimento do emprego,
à facilidade de crédito e à estabilidade
dos preços que juntos proporcionaram a ascensão
social das classes mais pobres e a formação de uma
grande classe média.
Este é um fenômeno que vem proporcionando o aquecimento
das vendas, principalmente de eletrodomésticos, celulares,
computadores, carros, que com a facilidade de crédito,
com prazos mais longos e juros que mesmo elevados, estão
mais próximos de tornar possível os sonhos de consumo.
Este poder de compra, de consumo, traz também a recuperação
da auto-estima de uma grande parcela da população
que antes não conseguia ir além do básico
e essencial.
Esta é uma grande chance de crescimento para a nossa economia;
quanto maior o consumo, maior será o crescimento. Mas o
consumo também está ligado ao endividamento e é
necessário estarmos atentos para que este endividamento
não ultrapasse os níveis aceitáveis e venha
a comprometer este mesmo crescimento.
Temos um grande campo a nossa frente para desbravar e conquistar,
e muito espaço para crescer, portanto mãos à
obra.
É uma corrente, compra-se mais, logo é necessário
produzir mais, consequentemente geraremos mais empregos, melhores
salários, que proporcionarão maior poder de compra
e o ciclo se repetirá, cada vez mais fortalecido.
Reinaldo Bastelli |