A mais tradicional das aplicações
financeiras continua chamando a atenção dos investidores.
E não é para menos: a poupança rendeu 1,7%
no primeiro trimestre deste ano, oferecendo um pequeno ganho em
relação à inflação (1,52% pelo
Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA).
Se comparada a aplicações mais arriscadas, como a
Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que somou perdas
de 4,6% pelo Ibovespa (principal indicador do mercado acionário
brasileiro) no mesmo período, a poupança deu bons
frutos para os investidores.
Em contrapartida, no longo prazo, a tradicional aplicação
não se mostra uma opção tão vantajosa.
De acordo com levantamento da empresa de análises Economática,
nos últimos cinco anos, a bolsa rendeu mais de 400%, enquanto
a poupança teve alta de 51,54%.
“A poupança é um ótimo investimento para
quem está começando a aplicar recursos e, por isso,
atualmente faz tanto sucesso. Com o aumento da renda média
da população, o pouco que sobra vai para a tal caderneta”,
diz o conselheiro da Brazilian Business School (BBS) e diretor de
renda variável da Avant, Mauricio Pedrosa. Tanto é
verdade que as aplicações nessa modalidade cresceram
121,8% em fevereiro deste ano (último dado disponível)
em comparação ao mesmo mês do ano passado. De
acordo com o Banco Central, apenas em fevereiro foram aplicados
R$ 1,963 bilhão na poupança.
Longo prazo
A renda fixa também é mais apropriada para aquele
que deixará o dinheiro aplicado mais tempo, esclarece o
economista Carlos Eduardo Oliveira Júnior, do Conselho
Regional de Economia de São Paulo (Corecon). “Com
o passar do tempo, diminui a alíquota de Imposto de Renda
sobre a rentabilidade.” Ela é de 22,5% para aplicações
com prazo de até 180 dias, passa para 20% no período
de 181 até 360 dias, vai a 17,5% no prazo de 361 até
720 dias e cai a 15% depois de 720 dias.
Oliveira Júnior sugere ao investidor que mantenha entre
10% e 20% das aplicações em poupança ou renda
fixa e o restante em rendimentos variáveis, como a bolsa
de valores. “Mas isso é para quem já entende
do mercado financeiro”, afirma.
Na hora de fazer o investimento, o processo é bem simples.
Basta a pessoa levar o CPF, RG e um comprovante de residência.
É possível inclusive abrir uma caderneta em nome
de terceiros, como tradicionalmente se faz com crianças.
Nesse caso, um maior fica responsável pela aplicação
até que a criança atinja a maioridade.
O valor mínimo necessário para a primeira aplicação
em caderneta de poupança é determinado por cada
banco, mas normalmente ele é inferior a R$ 50. Também
é importante saber que, na hora de resgatar o dinheiro
aplicado, vale a pena esperar o aniversário daquele montante.
Caso contrário, pode-se perder os juros do período.