Associação Comercial e Industrial de Limeira

24 a 30 de abril de 2008

Aplicação

Caderneta de poupança com novos recursos e mais adeptos

A mais tradicional das aplicações financeiras continua chamando a atenção dos investidores. E não é para menos: a poupança rendeu 1,7% no primeiro trimestre deste ano, oferecendo um pequeno ganho em relação à inflação (1,52% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA). Se comparada a aplicações mais arriscadas, como a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que somou perdas de 4,6% pelo Ibovespa (principal indicador do mercado acionário brasileiro) no mesmo período, a poupança deu bons frutos para os investidores.
Em contrapartida, no longo prazo, a tradicional aplicação não se mostra uma opção tão vantajosa. De acordo com levantamento da empresa de análises Economática, nos últimos cinco anos, a bolsa rendeu mais de 400%, enquanto a poupança teve alta de 51,54%.
“A poupança é um ótimo investimento para quem está começando a aplicar recursos e, por isso, atualmente faz tanto sucesso. Com o aumento da renda média da população, o pouco que sobra vai para a tal caderneta”, diz o conselheiro da Brazilian Business School (BBS) e diretor de renda variável da Avant, Mauricio Pedrosa. Tanto é verdade que as aplicações nessa modalidade cresceram 121,8% em fevereiro deste ano (último dado disponível) em comparação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com o Banco Central, apenas em fevereiro foram aplicados R$ 1,963 bilhão na poupança.

Longo prazo

A renda fixa também é mais apropriada para aquele que deixará o dinheiro aplicado mais tempo, esclarece o economista Carlos Eduardo Oliveira Júnior, do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon). “Com o passar do tempo, diminui a alíquota de Imposto de Renda sobre a rentabilidade.” Ela é de 22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias, passa para 20% no período de 181 até 360 dias, vai a 17,5% no prazo de 361 até 720 dias e cai a 15% depois de 720 dias.
Oliveira Júnior sugere ao investidor que mantenha entre 10% e 20% das aplicações em poupança ou renda fixa e o restante em rendimentos variáveis, como a bolsa de valores. “Mas isso é para quem já entende do mercado financeiro”, afirma.
Na hora de fazer o investimento, o processo é bem simples. Basta a pessoa levar o CPF, RG e um comprovante de residência. É possível inclusive abrir uma caderneta em nome de terceiros, como tradicionalmente se faz com crianças.
Nesse caso, um maior fica responsável pela aplicação até que a criança atinja a maioridade.
O valor mínimo necessário para a primeira aplicação em caderneta de poupança é determinado por cada banco, mas normalmente ele é inferior a R$ 50. Também é importante saber que, na hora de resgatar o dinheiro aplicado, vale a pena esperar o aniversário daquele montante. Caso contrário, pode-se perder os juros do período.