Preocupada com os novos mecanismos criados
pelo Fisco Nacional, voltados a reforçar o poder dos fiscalizadores,
facultando-lhes, até mesmo, através da última
versão do anteprojeto da nova Lei de Execução
Fiscal, a condição de (ao sobrepor-se ao Poder Judiciário)
atuar liminarmente, ao estabelecer o bloqueio administrativo de
bens provisório, que dispensará ordem judicial, a
ACIL enviou ofício à Federação das Associações
Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) a fim de propor
uma mobilização em todo o País para se evitar
que as empresas, ao produzirem, sofram ameaças e sejam submetidas
a meios arbitrários.
A apreensão das classes empresarias foi reforçada
pelo editorial do jornal o Estado de S. Paulo, do último
dia 14 de abril, com o título “Truculência Jurídica
do Fisco”, no qual é demonstrado que, cada vez mais,
neste País, poderá a fiscalização agir
arbitrariamente, cerceando o direito de defesa, intervindo no domínio
particular e sobrepondo-se aos direitos fundamentais do cidadão
e às garantias constitucionais.
No editorial, o jornal explica que a Procuradoria-Geral da Fazenda
Nacional (PGFN) divulgou a última versão do anteprojeto
da nova Lei de Execução Fiscal, que prevê o
bloqueio, sem ordem judicial, de bens de contribuintes inadimplentes.
A nova redação do anteprojeto concede amplos poderes
às autoridades fiscais. A proposta da PGFN autoriza os procuradores
fazendários a promover o bloqueio administrativo dos bens
de contribuintes inadimplentes, recorrendo até mesmo ao sistema
do Banco Central (Bacen-Jud), que permite a penhora online das contas
bancárias, às quais terão acesso. No entanto,
a proposta prevê que o bloqueio sem ordem judicial será
provisório.
No ofício elaborado pela ACIL, com a intenção
de evitar arbitrariedades do Fisco, a entidade argumenta que o momento
de se impedir os problemas que decorrerão da implantação
dessa verdadeira ditadura fiscal seria agora, na fase de anteprojeto
— enquanto ainda não exista a aprovação
da nova Lei de Execução Fiscal.
Para isso a ACIL propõe a intercessão da Facesp, bem
como da Confederação das Associações
Comerciais do Brasil (CACB), a fim de se estabelecer um plano nacional
para evitar a aprovação de leis que prejudiquem a
classe empresarial brasileira. |