Associação Comercial e Industrial de Limeira

24 a 30 de abril de 2008

Record

Empregos com carteira assinada crescem 41%

Divulgação
O maior crescimento registrado foi no setor da construção civil
A oferta de empregos com carteira assinada voltou a bater recorde no mês passado com a abertura de 206,5 mil novas vagas. De janeiro a março, foram criados 554,4 mil postos. Os dados divulgados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e são os melhores resultados na comparação dos respectivos períodos desde o início da série do Caged, em 1992.
O resultado positivo de março na geração de empregos foi 41% mais alto que o saldo registrado no mesmo mês de 2007 e significou um acréscimo de 0,7% no estoque de vagas formais na economia. Nos 12 meses encerrados em março, 1,77 milhão de novos trabalhadores se colocaram no mercado formal de trabalho.
Em março, com exceção da indústria de transformação, os vários setores econômicos registram recordes na geração de empregos. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, destacou o crescimento da oferta postos de trabalho na construção civil, que registrou saldo positivo de 33,4 mil postos. No mesmo mês do ano passado, a construção havia empregado 17,2 mil pessoas. “Esse setor está bombando”, disse Lupi.
O segmento de serviços registrou 89 mil novas vagas no mês passado com destaque para prestação de serviços de limpeza, vigilância, seleção de mão-de-obra e informática. Os serviços associados às atividades de alojamento e alimentação abriram de 19,5 mil postos. O ensino respondeu pela criação de 16,7 mil empregos formais. No trimestre, os serviços acumulam 212,6 mil novas vagas. O comércio registrou 19,6 mil novos postos em março, o maior saldo positivo para o período de acordo com as estatísticas.
Para o ministro, os dados apontam para uma continuidade do ritmo intenso de contratações de mão-de-obra “nos meses de abril, maio e junho”. Mesmo com uma possível desaceleração da economia em conseqüência do aumento dos juros decidido na quarta-feira pelo Banco Central, Lupi mantém as previsões otimistas para o mercado de trabalho neste ano. “Estou apostando que a economia vai gerar pelo menos 1,8 milhão de empregos este ano”, disse ele. Em 2007, foram criadas 1,6 milhão de colocações no mercado formal de trabalho.