A oferta de empregos com carteira assinada
voltou a bater recorde no mês passado com a abertura de 206,5
mil novas vagas. De janeiro a março, foram criados 554,4
mil postos. Os dados divulgados são do Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho
e são os melhores resultados na comparação
dos respectivos períodos desde o início da série
do Caged, em 1992.
O resultado positivo de março na geração de
empregos foi 41% mais alto que o saldo registrado no mesmo mês
de 2007 e significou um acréscimo de 0,7% no estoque de vagas
formais na economia. Nos 12 meses encerrados em março, 1,77
milhão de novos trabalhadores se colocaram no mercado formal
de trabalho.
Em março, com exceção da indústria de
transformação, os vários setores econômicos
registram recordes na geração de empregos. O ministro
do Trabalho, Carlos Lupi, destacou o crescimento da oferta postos
de trabalho na construção civil, que registrou saldo
positivo de 33,4 mil postos. No mesmo mês do ano passado,
a construção havia empregado 17,2 mil pessoas. “Esse
setor está bombando”, disse Lupi.
O segmento de serviços registrou 89 mil novas vagas no mês
passado com destaque para prestação de serviços
de limpeza, vigilância, seleção de mão-de-obra
e informática. Os serviços associados às atividades
de alojamento e alimentação abriram de 19,5 mil postos.
O ensino respondeu pela criação de 16,7 mil empregos
formais. No trimestre, os serviços acumulam 212,6 mil novas
vagas. O comércio registrou 19,6 mil novos postos em março,
o maior saldo positivo para o período de acordo com as estatísticas.
Para o ministro, os dados apontam para uma continuidade do ritmo
intenso de contratações de mão-de-obra “nos
meses de abril, maio e junho”. Mesmo com uma possível
desaceleração da economia em conseqüência
do aumento dos juros decidido na quarta-feira pelo Banco Central,
Lupi mantém as previsões otimistas para o mercado
de trabalho neste ano. “Estou apostando que a economia vai
gerar pelo menos 1,8 milhão de empregos este ano”,
disse ele. Em 2007, foram criadas 1,6 milhão de colocações
no mercado formal de trabalho. |