Inadimplência está
em queda
O nível de inadimplência e endividamento dos consumidores
em São Paulo continua em queda livre em abril, como mostra
pesquisa da Federação do Comércio do Estado
de São Paulo (Fecomercio-SP). O número de pessoas
endividadas é de 49% – há um ano, era de 62%.
Em relação a março, no entanto, houve alta
de um ponto percentual. Quanto à inadimplência, a taxa
de abril atingiu 34% dos consumidores da cidade. No mesmo período
do ano passado, o indicador estava na casa de 45%, 11 pontos percentuais
a mais. Na comparação com março, a queda foi
de um ponto percentual.
Os consumidores mais endividados são os que têm renda
entre três e dez salários mínimos – 57%
deles têm dívidas e 32% estão com as contas
em atraso.
O trabalho da Fecomercio indica, ainda, que os paulistanos estão
gastando 32% de sua renda mensal para pagar dívidas. Em 41%
dos casos, elas estão com atraso de três meses a um
ano. As notícias continuam boas para o comércio: 72%
dos inadimplentes pretendem quitar total ou parcialmente seus compromissos
em atraso. Entre os que ganham mais de dez salários mínimos,
esse número sobe para 84%.
Dentre as justificativas estão a falta de controle financeiro
(41%) e o desemprego (27%). As mulheres são as maiores devedoras,
com 51%. Os mais jovens, com até 35 anos estão mais
endividados – isso acontece com 50% deles. Por outro lado,
eles estão menos inadimplentes (34%).
Aumento da Selic pode provocar queda de
investimentos
O aumento da taxa básica de juros deve fazer com que os investimentos
e o volume de financiamento caiam no segundo semestre do ano. A
perspectiva foi traçada semana passada pelo Instituto de
Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) por meio de nota
sobre as perspectivas da economia desde antes da reorientação
monetária.
“Disso deve resultar uma revisão dessas decisões
e é de se esperar que o investimento na economia, cujo crescimento
em termos reais gira em torno de 18% neste primeiro semestre de
2008, recue e que o crédito, cuja evolução
é superior a 20% em termos reais, também retroceda
na segunda metade do ano”, analisaram os técnicos do
Instituto.
Para analistas de instituições com base em Nova York
e Londres, o ciclo de aperto monetário no Brasil será
curto. Segundo eles, o comunicado divulgado após a reunião
mostrou um caráter disciplinador e voltado ao controle das
expectativas de inflação. É com base nessa
percepção que analistas mantiveram inalteradas as
projeções para a Selic.
Os economistas acreditam que, pelo menos durante o segundo trimestre,
o real continuará batendo recordes em decorrência da
alta nos juros e da duração do processo do aperto
monetário.
Alta da Selic torna Fundos DI novamente
atrativos
O aumento de 0,5 ponto percentual da taxa básica de juros,
a Selic, pelo Comitê de Política Monetária (Copom),
na semana passada, tem tudo para tornar atrativas aplicações
esquecidas no último ano, como é o caso dos fundos
DI, que acompanham de perto a variação da Selic.
Os prefixados também são indicados, mas só
para quem pretende deixar o dinheiro parado até, pelo menos,
janeiro de 2010. E, para quem não tem pressa em resgatar
os recursos em menos de três anos, a Bolsa de Valores continua
sendo a preferida dos analistas, apesar das oscilações
recentes.
Em 2007, os saques nos fundos DI superaram os novos depósitos
em R$ 16,33 bilhões, em uma resposta direta à redução
dos juros básicos. Em contrapartida, só a expectativa
de que o Copom aumentaria os juros na última reunião,
já fez com que os depósitos nesse tipo de fundo superassem
os saques em R$ 2,81 bilhões, nas últimas semanas,
conforme divulgou a Associação Nacional dos Bancos
de Investimento (Anbid).
Apesar da recente corrida para os fundos DI, os analistas dizem
que é preciso ficar atento ao prazo do investimento. Eles
só aconselham a entrada nesse tipo de aplicação
para quem pretende sacar o dinheiro em pouco mais de um ano. |