Associação Comercial e Industrial de Limeira

24 a 30 de abril de 2008

Economia em Notas

Inadimplência está em queda
O nível de inadimplência e endividamento dos consumidores em São Paulo continua em queda livre em abril, como mostra pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). O número de pessoas endividadas é de 49% – há um ano, era de 62%. Em relação a março, no entanto, houve alta de um ponto percentual. Quanto à inadimplência, a taxa de abril atingiu 34% dos consumidores da cidade. No mesmo período do ano passado, o indicador estava na casa de 45%, 11 pontos percentuais a mais. Na comparação com março, a queda foi de um ponto percentual.
Os consumidores mais endividados são os que têm renda entre três e dez salários mínimos – 57% deles têm dívidas e 32% estão com as contas em atraso.
O trabalho da Fecomercio indica, ainda, que os paulistanos estão gastando 32% de sua renda mensal para pagar dívidas. Em 41% dos casos, elas estão com atraso de três meses a um ano. As notícias continuam boas para o comércio: 72% dos inadimplentes pretendem quitar total ou parcialmente seus compromissos em atraso. Entre os que ganham mais de dez salários mínimos, esse número sobe para 84%.
Dentre as justificativas estão a falta de controle financeiro (41%) e o desemprego (27%). As mulheres são as maiores devedoras, com 51%. Os mais jovens, com até 35 anos estão mais endividados – isso acontece com 50% deles. Por outro lado, eles estão menos inadimplentes (34%).

Aumento da Selic pode provocar queda de investimentos
O aumento da taxa básica de juros deve fazer com que os investimentos e o volume de financiamento caiam no segundo semestre do ano. A perspectiva foi traçada semana passada pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) por meio de nota sobre as perspectivas da economia desde antes da reorientação monetária.
“Disso deve resultar uma revisão dessas decisões e é de se esperar que o investimento na economia, cujo crescimento em termos reais gira em torno de 18% neste primeiro semestre de 2008, recue e que o crédito, cuja evolução é superior a 20% em termos reais, também retroceda na segunda metade do ano”, analisaram os técnicos do Instituto.
Para analistas de instituições com base em Nova York e Londres, o ciclo de aperto monetário no Brasil será curto. Segundo eles, o comunicado divulgado após a reunião mostrou um caráter disciplinador e voltado ao controle das expectativas de inflação. É com base nessa percepção que analistas mantiveram inalteradas as projeções para a Selic.
Os economistas acreditam que, pelo menos durante o segundo trimestre, o real continuará batendo recordes em decorrência da alta nos juros e da duração do processo do aperto monetário.

Alta da Selic torna Fundos DI novamente atrativos
O aumento de 0,5 ponto percentual da taxa básica de juros, a Selic, pelo Comitê de Política Monetária (Copom), na semana passada, tem tudo para tornar atrativas aplicações esquecidas no último ano, como é o caso dos fundos DI, que acompanham de perto a variação da Selic.
Os prefixados também são indicados, mas só para quem pretende deixar o dinheiro parado até, pelo menos, janeiro de 2010. E, para quem não tem pressa em resgatar os recursos em menos de três anos, a Bolsa de Valores continua sendo a preferida dos analistas, apesar das oscilações recentes.
Em 2007, os saques nos fundos DI superaram os novos depósitos em R$ 16,33 bilhões, em uma resposta direta à redução dos juros básicos. Em contrapartida, só a expectativa de que o Copom aumentaria os juros na última reunião, já fez com que os depósitos nesse tipo de fundo superassem os saques em R$ 2,81 bilhões, nas últimas semanas, conforme divulgou a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid).
Apesar da recente corrida para os fundos DI, os analistas dizem que é preciso ficar atento ao prazo do investimento. Eles só aconselham a entrada nesse tipo de aplicação para quem pretende sacar o dinheiro em pouco mais de um ano.