Associação Comercial e Industrial de Limeira
17 a 23 de abril de 2008

Editorial

Os pobres e os pedintes

Não é fácil abordar e muito menos solucionar um problema que teve início em passado remoto e persiste ao longo dos anos em maior ou menor intensidade. Esse mal social é visto e sentido em cidades de maior índice popu-lacional. Cada cidade procura uma ou mais formas de solucioná-lo e a despeito desses esforços a mendicância remanesce.
É evidente que as causas têm vários nascedouros, mas devem ser tratadas de forma a que sendo difíceis, não se tornem insolúveis.
Em nossa cidade a incidência não chega a ser alarmante, mas necessita de um tratamento eficiente e contínuo, rápido, se quiser encontrar algum resultado satisfatório.
Como cidade turística Poços de Caldas criou o SOS, órgão destinado a amparar as classes realmente necessitadas e evitar a mendicância. Os resultados foram excelentes, comprovados pelas manifestações favoráveis de moradores e turistas. Esse órgão – SOS – recebeu o apoio não só de famílias, mas também – e principalmente – de entidades, comércio, indústria e serviços. Todos esses órgãos concentraram esforços no sentido de amparar determinadas faixas de pessoas carentes, cadastrando-as e auxiliando-as com roupas, víveres, assistência médica e medicamentos.
A população entendeu o sentido do trabalho e deu ao mesmo apoio total. Outras cidades tomaram conhecimento da iniciativa e agiram da mesma forma. O Poder Público apreciou o sentido do SOS e deu ao mesmo sua franca colaboração. Resultado: a cidade tem pobres, mas se livrou da mendicância. Em outros termos: alguns eram das faixas de menores rendas – mal universal, mas não se viam mais famintos e maltrapilhos.