| Não é fácil abordar e muito
menos solucionar um problema que teve início em passado remoto
e persiste ao longo dos anos em maior ou menor intensidade. Esse
mal social é visto e sentido em cidades de maior índice
popu-lacional. Cada cidade procura uma ou mais formas de solucioná-lo
e a despeito desses esforços a mendicância remanesce.
É evidente que as causas têm vários nascedouros,
mas devem ser tratadas de forma a que sendo difíceis, não
se tornem insolúveis.
Em nossa cidade a incidência não chega a ser alarmante,
mas necessita de um tratamento eficiente e contínuo, rápido,
se quiser encontrar algum resultado satisfatório.
Como cidade turística Poços de Caldas criou o SOS,
órgão destinado a amparar as classes realmente necessitadas
e evitar a mendicância. Os resultados foram excelentes, comprovados
pelas manifestações favoráveis de moradores
e turistas. Esse órgão – SOS – recebeu
o apoio não só de famílias, mas também
– e principalmente – de entidades, comércio,
indústria e serviços. Todos esses órgãos
concentraram esforços no sentido de amparar determinadas
faixas de pessoas carentes, cadastrando-as e auxiliando-as com roupas,
víveres, assistência médica e medicamentos.
A população entendeu o sentido do trabalho e deu ao
mesmo apoio total. Outras cidades tomaram conhecimento da iniciativa
e agiram da mesma forma. O Poder Público apreciou o sentido
do SOS e deu ao mesmo sua franca colaboração. Resultado:
a cidade tem pobres, mas se livrou da mendicância. Em outros
termos: alguns eram das faixas de menores rendas – mal universal,
mas não se viam mais famintos e maltrapilhos.
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