Associação Comercial e Industrial de Limeira

10 a 16 de abril de 2008

Pesquisa

Consumidor está mais confiante

divulgação
Apesar de otimistas, consumidores temem a alta da inflação neste início de ano, impulsionada sobretudo pelo grupo de alimentos e bebidas, itens pressionados por reajustes nos preços internacionais

A melhora na perspectiva do emprego aumentou o otimismo dos consumidores brasileiros no mês passado, segundo o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), divulgado esta semana pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador, calculado a cada três meses com base em resultados da pesquisa CNI/Ibope, atingiu 109,1 pontos em março, um recorde para o mês na série da CNI, iniciada em 1999.
O resultado foi o terceiro melhor já registrado, considerando os demais trimestres. O dado de março é 3,1% superior ao apurado em igual mês do ano passado e 1,1% maior que o de dezembro de 2007.
A CNI atribuiu o avanço do índice principalmente à redução do medo de perda do emprego, que atingiu no mês passado o menor índice da série. Segundo a pesquisa, 43% dos entrevistados afirmaram não temer o desemprego. “O forte crescimento do mercado de trabalho, sobretudo formal, é responsável por essa percepção”, informa o boletim divulgado pela entidade. A pesquisa revelou também otimismo em relação à evolução da renda, com 37% dos consumidores apostando em melhoria dos ganhos mensais.
Por outro lado, os entrevistados se mostraram mais preocupados em relação ao comportamento dos preços a curto prazo. Entre as pessoas ouvidas para a pesquisa, 55% disseram acreditar que a inflação subirá nos próximos seis meses. “Possivelmente, essa percepção decorre da alta da inflação neste início de ano – sobretudo no grupo de alimentos e bebidas, itens pressionados por reajustes nos preços internacionais”, observa a CNI.

CONSUMO

A maior parte dos consumidores disse que pretende manter o nível de consumo nos próximos três meses. Essa foi a resposta dada por 49% dos entrevistados, enquanto 24% pretendem comprar mais e 27%, consumir menos no período. De acordo com a CNI, a resposta mostra estabilidade em comparação com a pesquisa de dezembro.
O forte crescimento do consumo está no centro das preocupações do Banco Central (BC). A autoridade monetária considera que as vendas em alta são fonte de pressão sobre a inflação, porque o crescimento da demanda não tem sido acompanhado por aumento proporcional dos investimentos para ampliar a produção industrial. O Comitê de Política Monetária (Copom) discute a taxa básica de juros do País (Selic) em reunião marcada para os próximos dias 15 e 16.