Supersimples: empresas continuam
financiando o estado
Após 34 resoluções do Comitê Gestor que
está regulamentando o Simples Nacional, em vigor há
oito meses, o regime de arrecadação por competência
continua sendo um dos problemas mais graves do Simples Nacional.
Quem constata é o presidente do Sindicato das Empresas de
Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de
São Paulo, José Maria Chapina Alcazar, decepcionado
com as quatro últimas determinações do CGSN,
recém-divulgadas. “Nenhuma delas instituiu o regime
de caixa, importante mecanismo previsto no artigo 18 da própria
Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas e que é adotado na
tributação pelo Lucro Presumido”, lamenta. Em
conseqüência disso, as pequenas e micro empresas continuam
tendo de pagar seus impostos antes mesmo de receber pelas vendas
a prazo.
De acordo com Chapina Alcazar, insistir no regime de competência,
que determina o recolhimento de impostos e contribuições
com base no mês de emissão e não quando a fatura
é paga, nada mais é do que postergar um direito já
conquistado pelos contribuintes. “Resultado: as MPEs permanecem
em sua sina de financiar eternamente o Estado”, acrescenta.
Poupança capta R$ 3,65 bilhões
no trimestre
A caderneta de poupança captou R$ 3,65 bilhões no
primeiro trimestre deste ano. A captação é
medida pela diferença entre depósitos e retiradas
de recursos. Foi o melhor resultado para este período desde
1997, segundo revelou o Banco Central.
Sobre igual período do ano passado, o crescimento foi de
24%. Em 2007, a poupança bateu todos os recordes ao captar
R$ 33 bilhões. Somente em março, os depósitos
na mais tradicional modalidade de investimentos do país superaram
as retiradas de recursos em R 1,08 bilhão. Isso representou,
porém, queda frente a março do ano passado, quando
a poupança captou R 1,54 bilhão.
No mês passado, os depósitos em caderneta de poupança
somaram R$ 97,89 bilhões, enquanto as retiradas totalizaram
R$ 96,80 bilhões. O saldo da poupança no fim do período,
isto é, o volume de recursos aplicado na modalidade de investimentos,
somou R$ 242 bilhões, informou o BC. No fim de 2007, o saldo
estava em R$ 235,2 bilhões.
Balança ensaia recuperação
A balança comercial brasileira teve superávit de US$
842 milhões na primeira semana de abril, de acordo com dados
divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior. O valor representa recuperação
do saldo, que foi de apenas US$ 1,01 bilhão em março.
A média diária foi 316% maior que a da primeira semana
de março, mas superou em apenas 0,8% o resultado de igual
período do ano passado. No acumulado do ano, o saldo comercial
atinge US$ 3,68 bilhões, com média diária 61%
inferior à apurada em intervalo semelhante de 2007.
Na semana passada, as importações somaram US$ 1,79
bilhão e as exportações, um total de US$ 2,63
bilhões. Pela média diária, as vendas subiram
5,8% em relação a abril de 2007 e 4,4% ante março.
O superávit da semana melhorou principalmente por causa das
importações mais fracas. As compras externas aumentaram
apenas 8,4% em relação à média diária
de abril de 2007 e registraram queda de 22,8% ante março.
Embora o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral,
tenha afirmado que a greve dos auditores fiscais, iniciada dia 18
de março, não prejudica a balança comercial,
os números de abril já podem estar refletindo o represamento
das licenças de importação.
Juro pode ter alta maior que a esperada
O mercado financeiro passou a considerar que a alta dos juros neste
ano será maior do que vinha prevendo até a semana
passada. De acordo com o Relatório Focus, levantamento semanal
feito pelo Banco Central (BC) para apurar as expectativas dos analistas
em relação aos principais indicadores econômicos,
a taxa básica (Selic) deve subir 1,25 ponto percentual neste
ano, dos atuais 11,25% ao ano para 12,5% até outubro.
Até a semana passada, a expectativa dos analistas era de
que a Selic teria elevação de 0,75 ponto em 2008.
A alta deve começar na reunião do Comitê de
Política Monetária do BC (Copom) da próxima
semana. Pelas contas do mercado, o comitê deve aumentar a
taxa gradativamente, em doses de 0,25 ponto. As altas devem acontecer
em abril, junho, julho, setembro e outubro.
O choque da qualificação
no caixa das empresas
Os gastos das empresas privadas com o pagamento de executivos e
pessoal altamente qualificado cresceram 66% no Brasil, entre abril
de 2007 e 2008, segundo a pesquisa International Business Report
da consultoria Grant Thornton International. Participaram 100 empresas
de São Paulo, 25 no Rio de Janeiro e 25 em Salvador.
No País, segundo Wanderlei Costa Ferreira, sócio da
Terco Grant Thornton e representante da consultoria no Brasil, a
falta de funcionários altamente capacitados é um dos
motivos do aumento nos custos.
Entre os principais setores com aumento nas despesas de folha estão
engenharia, tecnologia da informação, diversas atividades
industriais, consultorias e auditorias. “As empresas têm
que treinar e capacitar os executivos, mas principalmente mantê-los”,
diz.
Entre as 150 empresas que participaram da pesquisa, 64% informaram
que trabalham para reter os funcionários. Para manter o colaborador,
entretanto, é preciso oferecer uma série de benefícios
diferenciados. Além do pagamento fixo, o mercado oferece,
entre outros, remuneração variável e ambiente
de trabalho competitivo e leal, observa Ferreira.
(Fonte: Diário do Comércio)
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