Associação Comercial e Industrial de Limeira
10 a 16 de abril de 2008

Editorial

Uma criança não tem preço

Há dias São Paulo e todo o País estão traumatizados com o mistério da morte de uma criança de cinco anos, menina da classe média da Capital do nosso estado. O choque foi por demais profundo dadas as circunstâncias em que ocorreu. O crime é um triste, mas real fato de um mundo em que vivemos, cada vez mais adiantado na técnica e na ciência, mas muitas e muitas vezes retrógrado em matéria de valorização e preservação de valores humanos.
Queimou-se uma vida, retirou-se precocemente da paisagem da terra uma menina de cinco anos que poderia vir a ser um expoente das artes, da técnica, do esporte, da literatura ou de outra atividade humana. Tirou-se tudo isso que é muito, mas muito menor que o encanto de uma família, uma criatura com todos os direitos de viver e ser feliz no mundo em que a puseram.
Não foi um crime contra uma inocente, mas um bárbaro atentado contra a sociedade e o mais profundo lance contra o coração de todas as famílias de São Paulo e do Brasil. O autor, ou os autores extrapolaram todos os limites da decência, da caridade, da inteligência e do respeito para chegar ao cúmulo da covardia, da maldade e da insensatez humana. Foi uma tragédia sem significado e sem tamanho. Não foi ato de loucura de desvario, mas o mais duro golpe contra a mais preciosa, a mais importante criação divina: a vida.
Se existisse no País a pena de morte, esta seria aplicada como o menor castigo pela morte de Isabella.
O cérebro, ou os cérebros que arquitetaram e executaram a morte da linda e encantadora Isabella, não são de loucos, de insensatos e de perversos seres, mas do que existe de pior e mais desprezível em matéria de formação humana. A língua portuguesa, tão rica em matéria de palavras e expressões, será paupérrima para expressar o que foi feito pelo (s) nauseabundo (s) monstros travestidos de gente.
A Lei brasileira tem de dar ao responsável ou responsáveis pelo assassinato de Isabella o castigo do tamanho da hediondez do ato. Sem direito a quaisquer recursos porque eles não merecem nada disso.