| Há dias São Paulo e todo o País
estão traumatizados com o mistério da morte de uma
criança de cinco anos, menina da classe média da Capital
do nosso estado. O choque foi por demais profundo dadas as circunstâncias
em que ocorreu. O crime é um triste, mas real fato de um
mundo em que vivemos, cada vez mais adiantado na técnica
e na ciência, mas muitas e muitas vezes retrógrado
em matéria de valorização e preservação
de valores humanos.
Queimou-se uma vida, retirou-se precocemente da paisagem da terra
uma menina de cinco anos que poderia vir a ser um expoente das artes,
da técnica, do esporte, da literatura ou de outra atividade
humana. Tirou-se tudo isso que é muito, mas muito menor que
o encanto de uma família, uma criatura com todos os direitos
de viver e ser feliz no mundo em que a puseram.
Não foi um crime contra uma inocente, mas um bárbaro
atentado contra a sociedade e o mais profundo lance contra o coração
de todas as famílias de São Paulo e do Brasil. O autor,
ou os autores extrapolaram todos os limites da decência, da
caridade, da inteligência e do respeito para chegar ao cúmulo
da covardia, da maldade e da insensatez humana. Foi uma tragédia
sem significado e sem tamanho. Não foi ato de loucura de
desvario, mas o mais duro golpe contra a mais preciosa, a mais importante
criação divina: a vida.
Se existisse no País a pena de morte, esta seria aplicada
como o menor castigo pela morte de Isabella.
O cérebro, ou os cérebros que arquitetaram e executaram
a morte da linda e encantadora Isabella, não são de
loucos, de insensatos e de perversos seres, mas do que existe de
pior e mais desprezível em matéria de formação
humana. A língua portuguesa, tão rica em matéria
de palavras e expressões, será paupérrima para
expressar o que foi feito pelo (s) nauseabundo (s) monstros travestidos
de gente.
A Lei brasileira tem de dar ao responsável ou responsáveis
pelo assassinato de Isabella o castigo do tamanho da hediondez do
ato. Sem direito a quaisquer recursos porque eles não merecem
nada disso.
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