Associação Comercial e Industrial de Limeira
03 a 09 de abril de 2008

Editorial

Compra e venda, questão de obediência ao orçamento

A multiplicidade dos órgãos de comunicação traz o consumidor informado sobre o volume e a natureza dos bens que alimentam o mercado. Se isso não é novidade, tem de ser considerado o crescimento do volume dos produtos oferecidos e as facilidades concedidas ao universo adquirente, cada vez mais tentado a levar para casa ou para o seu negócio aquilo que é exposto e oferecido através de jornais, rádio e televisão. Há muitos e muitos anos o menino se encantava com o cavalinho da vitrina lá da Rua do Ouvidor e tanto azucrinava os pais que estes acabavam por dar ao garoto o bendito cavalinho, só o fazendo para se livrarem da insistência do menor que vencia pelo cansaço. Atualmente os “cavalinhos” são centenas e a oferta muito mais agressiva e convincente. Note-se que também não é o mundo infantil o que mais sente-se atraído pelas ofertas, mas também homens e mulheres bem crescidos e integrados nesses batalhões que diariamente freqüentam as lojas isoladas e as que se instalam nos “shoppings” e mais ainda as fontes de compras representados por estabelecimentos, os mais variados possíveis. Compram-se e o fazem pessoas isoladas e as famílias. Todavia, é preciso comprar quando as contas bancárias e dinheiro guardado no baú derem para saldar os compromissos assumidos. Quando isso não acontece crescem as filas à frente dos guichês do SCPC, onde não raro são desfiladas queixas por parte dos que constituíram dívidas sem a necessária consulta ao dinheiro do baú ou daquele depositado na Caixa. Estes fatos são diários e revelam o descuido do comprador na hora de comprar, não tendo o cuidado de constatar se havia o recurso necessário para cobrir a dívida assumida.
Não estamos apenas conjeturando, criando situações imaginárias, porém exibindo o retrato nítido de uma situação verdadeira. Juízo, comedimento é o que jamais devem deixar de acompanhar vendedores e clientes, seja qual for o volume da operação.
O comércio precisa vendar, mas precisa também que exista uma garantia na hora de receber. Todo o cuidado é pouco, não se vai à fonte sem saber se ela tem água suficiente para mitigar nossa sede, tanto quanto é necessário constatar se nossa sede precisa de tanta água. O bom senso é o melhor companheiro de tanta gente.